Assinatura da entrada da Three Gorges abre novo capítulo na EDP

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Cao Guangjing e António Mexia, na cerimónia de assinatura do acordo Foto: Daniel Rocha

Na ocasião, Cao Guangjing reforçou que a entrada da sua empresa no capital da EDP abre um novo capítulo no desenvolvimento da eléctrica portuguesa, com a ambição de serem líderes mundiais de energia limpa.

O presidente da China Three Gorges falava na cerimónia da assinatura do acordo para a compra da participação do Estado de 21,35 por cento do capital da elétrica, por 2,69 mil milhões de euros.

A assinatura do acordo entre a eléctrica chinesa e a Parpública, empresa gestora de participações públicas, decorreu no salão nobre do Ministério das Finanças, em Lisboa.

Cao Guangjing seguiu depois para São Bento, para uma reunião à porta fechada com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

A empresa chinesa, que se torna assim o maior accionista da EDP, pagou uma primeira parcela de de 600 milhões de euros, de um total de 2,69 mil milhões. O restante terá de ser pago até Junho.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, sublinhou por seu turno que a operação da Three Gorges mostra que "Portugal tem oportunidades para investimento estrangeiro" e que foi a companhia chinesa que fez a melhor oferta", não só a parte financeira, mas também o projecto industrial e o impacto para a economia portuguesa.

Aos 2,69 mil milhões que a maior empresa de energias limpas da China irá pagar para entrar no capital da eléctrica portuguesa, somam-se outros 4000 milhões de euros de financiamento à EDP por bancos chineses e ainda outros 2000 milhões de aquisição de participações minoritárias.

Já António Mexia, presidente executivo da EDP, salientou que este negócio demonstra que "a localização em Portugal não é obstáculo" para o interesse estrangeiro, quando "somos ambiciosos" e "fazemos o trabalho de casa".

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