CP em greve com serviços mínimos suburbanos em torno de 15%

Foto
A paralisação começou à meia-noite e prolonga-se até domingo Foto: Nelson Garrido

A empresa recomenda que os passageiros consultem o seu sítio na Internet ou o serviço de atendimento telefónico, onde está disponível a informação exaustiva sobre todos os comboios que se deverão realizar durante o período de greve, disse ao PÚBLICO a directora de comunicação da CP, Ana Portela.

Para hoje, o Tribunal Arbitral decretou serviços mínimos que correspondem a 15% do serviço realizado num dia normal no serviço suburbano de Lisboa e 16% no Porto. No longo curso representam 11% do normal, e no serviço regional 17%.

A percentagem de serviços mínimos previstos face aos dias normais oscila durante o fim-de-semana. A empresa tem por hábito não divulgar taxas de adesão à greve.

O presidente do Sindicato dos Maquinistas, António Medeiros, anunciou ontem à noite que a estrutura decidiu não aceitar a nova proposta da transportadora relativa aos processos disciplinares instaurados aos maquinistas – que estão na origem desta paralisação.

O sindicato pedido, pouco depois das 22h, a interrupção da reunião convocada pela CP para o final da tarde, após ambas as partes terem mostrado vontade para negociar. O sindicato exige que a transportadora reavalie todos os processos disciplinares, visando o seu arquivamento. Mas, segundo António Medeiros, a empresa apenas se compromete a arquivar os processos que considera, a seu modo, terem irregularidades.

O Sindicado diz, num comunicado publicado no seu site, que “mantém toda a disponibilidade, no âmbito da proposta por si apresentada, para encontrar com a Empresa as condições para superar o conflito”, com vista ao “cumprimento dos acordos de Abril e Junho de 2011”. E assegura que os maquinistas continuarão a assegurar os serviços mínimos na greve agora em curso.