Noite para o “leão” expiar os pecados no caminho para o Jamor

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Carrillo fez o golo que abriu a qualificação ao Sporting Foto: Pedro Cunha

Pedro Martins, antigo jogador da casa sportinguista nos anos 90, encheu o peito e mostrou um tridente atacante formado por Danilo Dias, Sami e Baba, este o melhor marcador do campeonato. O técnico maritimista sabia ao que ia, enfrentar um leão duplamente ferido: pelo empate em Coimbra para a Liga e com o seu melhor avançado à procura de psicanálise (foi um dos culpados pela derrapagem frente à Académica).

Acertou nas duas. O “leão” entrou ansioso, tanto quanto o holandês, que voltou a falhar um golo isolado. Sem Elias, Domingos apostou em Carriço, mas este saiu lesionado aos 20 minutos. Entrou André Santos mas seria André Martins a ter o protagonismo com duas bolas na trave – foi ele o mais rematador da equipa. A resposta do Marítimo vinha por Baba, que obrigou Patrício a salvar quanto este lhe apareceu pela frente.

Com três pontas na frente, o Marítimo obrigou o Sporting a forças suplementares. Os alas leoninos tentavam furar e eram eles a dar velocidade, mas Wolfswinkel esteve muito escondido. Sem o holandês, teve de ser o espanhol e o peruano a construírem o primeiro golo – Capel para a cabeça de Carrillo a abrir o segundo tempo.

Foi o primeiro buraco no barco do Marítimo. Logo a seguir (55’), outro rombo. Wolfswinkel ganha posição na área e é derrubado: Rossi é expulso, mas o avançado falhou o penálti. Minutos depois (59’), Guilherme deu nova oportunidade a “Wolfs” com uma grande penalidade sobre João Pereira. Aí, o holandês expiou todos os seus pecados: marcou, festejou, exorcizou. E foi ao banco abraçar um a um todos os elementos. Estava feita a noite para os “leões”.

As portas das meias-finais da Taça abriram-se em poucos minutos. Fim a uma série de dois jogos sem ganhar (Lazio e Académica) e o Sporting, depois de ter eliminado o Famalicão, Sp. Braga e Belenenses, atirava o concorrente mais forte para fora da prova para se assumir como o grande candidato a chegar ao Jamor.


POSITIVO e NEGATIVO

+


Carrillo
Estreou-se a marcar pelo Sporting, depois de se ter mostrado com municiador dos atacantes. Aproveitou a vez e fez o golo que abriu a qualificação ao Sporting.

-


João Guilherme
O penálti que fez sobre João Pereira teve de tão infantil quanto de aniquilador para a sua equipa. Começou aí o Sporting e terminou aí o Marítimo.
Ficha de jogoSporting, 3
Marítimo, 0

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa.Assistência
21.550 espectadores

Sporting

Rui Patrício, João Pereira, Onyewu, Polga, Insúa, Carriço (André Santos, 16’), Schaars, André Martins (Pereirinha, 69’), Carrillo (Arías, 85’), Capel, Wolfswinkel.

Treinador

Domingos Paciência.

Marítimo

Ricardo, Briguel, João Guilherme, Igor Rossi, Luís Olim, Roberto Sousa, Rafael Miranda, Olberdam (Benachour, 68'), Danilo Dias (Heldon, 76’), Sami, Baba.

Treinador

Pedro Martins.

Árbitro

Artur Soares Dias (Porto)

Amarelos

Polga (7’), Rafael Miranda (18’), Sami (25’), André Santos (30’), André Martins (44’). João Guilherme (59’), Insúa (62’).

Vermelho

Igor Rossi (55’).

Golos

1-0, por Carrillo, aos 48’; 2-0, por Wolfswinkel (g.p.), aos 60’; 3-0, por Insúa, aos 82’.

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