Indústria automóvel

Saab declara falência depois de falhar venda a chineses

A Saab estava em regime de protecção há três meses, em busca de um derradeiro acordo
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A Saab estava em regime de protecção há três meses, em busca de um derradeiro acordo Heinz-Peter Bader/Reuters

O construtor automóvel sueco Saab declarou hoje falência, após dois anos de esforços para salvar a marca.

De acordo com a informação dada por um tribunal local à AFP, os documentos com o pedido de falência foram hoje de manhã depositados, prevendo-se que o tribunal de Vänersborg examine agora o requerimento.

Um comunicado publicado no site do tribunal declara que são três as empresas do grupo sueco que se declaram em falência: Saab Automobile Aktiebolag, Saab Automobile Tools AB e Saab Automobile Powertrain. “O tribunal tem por objectivo tratar do pedido e nomear um liquidatário muito rapidamente”, informa o mesmo documento.

O director-geral da marca sueca, Victor Muller, era anteriormente esperado hoje no tribunal porque estava agendada uma audiência para decidir se os três meses de protecção da empresa, que ajudavam a Saab enquanto se procurava um acordo, deveriam ser ou não prolongados.

Muller procurou chegar a acordo para evitar o encerramento da Saab, em especial junto dos chineses do fabricante automóvel Youngman e da distribuidora Pang Da. No entanto, a tentativa foi boicotada pela General Motors (GM), que se recusa a transferir conhecimentos tecnológicos que ainda detém para as empresas chinesas.

As tentativas de venda da Saab aos chineses eram consideradas como a última hipótese de evitar a falência, que já ameaçava a marca quando a GM a alienou à Swedish Automobile no início de 2010, por 400 milhões de dólares. A última tentativa falhou este sábado.

A Saab viu-se obrigada a parar a produção em Abril devido à não entrega de peças pelos fornecedores, devido a facturas que estavam por pagar. A empresa emprega 3700 pessoas, que não recebem salários desde Novembro.