Agência S&P corta rating de seis bancos portugueses para “lixo”

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Agência tinha colocado os bancos portugueses em processo de revisão de rating Foto: Brendan McDermid/Reuters

A agência de notação norte-americana, uma das três que controlam o mercado de rating mundial, emitiu um comunicado a explicar que o corte se deve às novas metodologias de avaliação do crédito dos bancos Em notas separadas para cada um dos grupos bancários, lembra que a dívida dos bancos tinha entrado em processo de revisão com implicações negativas.

As notas do BCP e do BES caíram para o nível BB, classificação dois níveis abaixo daquele a partir do qual a avaliação é considerada “lixo” financeiro, ou seja, com um nível de investimento especulativo. A um lugar abaixo do primeiro nível de “lixo” ficaram o banco público, o BESI, o BPI e a sua subsidiária, que viram o rating cair para BB+.

Apenas o BES e o BESI não continuam em processo de revisão, o que significa que os restantes se mantêm sob vigilância negativa para uma provável revisão em baixa. No entanto, as duas instituições permanecem sob o olhar atento da S&P, que mantém para a evolução dos seus ratings uma perspectiva negativa, embora sem a ameaça de um corte.

O Santander Totta, que também foi avisado a 7 de Dezembro sobre uma provável descida de rating, escapou a esta vaga de cortes, mas isto não quer dizer que não venha a sofrer uma descida, já que continua em processo de revisão.

Sobre o BES, a agência diz que a descida reflecte os impactos que as condições do mercado podem ter no desempenho do banco e na qualidade dos seus activos, e resulta também das dificuldades em conseguir liquidez nos mercados por causa das pressões sobre a banca. Razões que são também lembradas na análise feita à posição do BCP.

Para a S&P, a Caixa Geral de Depósitos está numa posição “de risco moderado”, mas tem uma capacidade de negócios adequada.

A agência considera que o BPI pode vir a recorrer ao fundo público de recapitalização da banca acordado com a troika para as instituições que, não encontrando por meios próprios fundos para reforçarem os capitais, se decidam optar por ir ao fundo de 12 mil milhões euros.

Notícia actualizada às 19h28