China

O “detestável” Anelka ainda é uma máquina de fazer dinheiro

Anelka vai jogar para a China
Foto
Anelka vai jogar para a China Foto: Reuters

Nicolas Anelka é um caso curioso no futebol mundial. Sempre prometeu muito, mas concretizou pouco. Foi mais notícia pelas transferências do que pelos golos. Foi mais odiado pelo mau feitio do que adorado pelos títulos conquistados.

Mas mesmo assim, aos 32 anos, continua a quebrar recordes: o avançado francês foi contratado pela equipa chinesa Shanghai Shenhua e vai ser um dos futebolistas mais bem pagos do mundo, recebendo 234 mil euros por semana, o que o coloca quase ao nível de Cristiano Ronaldo e Messi.

A transferência de Anelka para a China foi ontem confirmada pelo Chelsea, que não revelou se o clube chinês vai pagar alguma verba — Anelka terminava contrato no final da época e já se treinava à parte, depois de Villas-Boas ter dado luz verde para ele deixar o clube. Se o Shanghai Shenhua pagar alguma coisa ao Chelsea, sobe ainda mais o incrível montante que Anelka gerou em transferências ao longo da sua carreira: mais de 100 milhões de euros.

Formado no Paris Saint-Germain, o avançado francês foi vendido ao Arsenal em 1997, por 720 mil euros. Dois anos depois, tornou-se o jogador francês mais caro de sempre, ao transferir-se para o Real Madrid, por 34 milhões de euros, um recorde à época. O insucesso em Madrid — onde ficou conhecido como o “marciano”, por ser pouco sociável — levou-o de novo para o PSG, que pagou também 34M, antes de o emprestar ao Liverpool e ceder definitivamente ao Manchester City por 18,8M. Em 2005, o Fenerbahçe pagou 7,76M por ele e um ano e meio depois regressou ao futebol inglês, desta vez para o Bolton, num negócio avaliado em 11,8M. Em 2006, Avram Grant escolheu-o para reforçar o Chelsea, que desembolsou 19M. “Ou o seu empresário é um génio, ou os managers dos clubes são incompetentes”, resumiu o jornalista espanhol Santiago Segurola, num artigo publicado no DN.

Conhecido como “Nasty Nic” (o detestável Nic) ou o “amuado”, Anelka foi na sua carreira pouco decisivo dentro do campo e muito polémico fora dele. A mais recente “bronca” aconteceu no Mundial 2010, quando foi expulso da selecção francesa. “Uma mentira de jogador e um egoísta detestável”, escreveu o mesmo Segurola, que fala dele como um dos mais irritantes futebolistas dos últimos 25 anos.