Fotogaleria
Pintura do brasileiro Hélio Oiticica DR
Fotogaleria
Pintura do brasileiro Hélio Oiticica DR

Museu Berardo vai expor Oiticica e Fernando Matta em 2012

Mostra retrospectiva daquele que é considerado o “maior artista brasileiro do século XX, Hélio Oiticica, será reeditada em 2012 especificamente para o museu português

A programação do Museu Berardo para 2012 inclui exposições do pintor chileno Roberto Matta, do brasileiro Hélio Oiticica, de artistas africanos contemporâneos e uma baseada na candidatura a património mundial do cante alentejano.

“Tentei organizar uma programação com exposições que façam enfoques históricos sobre certos artistas e movimentos e outras que se dirijam a situações mais prospectivas contemporâneas e possam dar a conhecer aquilo que hoje se perspectiva na arte contemporânea e integrar artistas portugueses”, disse o director artístico do Museu de Arte Moderna e Contemporânea Colecção Berardo, Pedro Lapa, em entrevista à Lusa.

Segundo o responsável, que assumiu o cargo em Abril, estão pensadas “duas grandes exposições de dois nomes fundamentais da arte moderna internacional”, sendo uma do pintor chileno Roberto Matta, “visto que este ano se cumpre o centenário do seu nascimento”.

Outra é uma mostra retrospectiva daquele que é considerado o “maior artista brasileiro do século XX, Hélio Oiticica, que esteve no Rio de Janeiro e será reeditada especificamente para o Museu Berardo”, salienta Pedro Lapa.

Mantém-se parceria com BES Photo

O director artístico garante igualmente que será ainda para manter a colaboração que dura há anos com a BES Photo, “um concurso que se dirige à fotografia, que em 2011 se abriu a outros países de expressão portuguesa”. Pedro Lapa sustenta que esta “abertura é muito significativa no sentido de posicionar Portugal como uma plataforma de articulação do que é produzido neste momento” nestes países.

Em 2012, o Museu Berardo apresentará também a exposição intitulada "No Fly Zone" de artistas contemporâneos africanos, comissariada por um curador de Mali, Simon Njami, e outro angolano, Fernando Alvim. Pedro Lapa refere que esta mostra vai reunir “artistas jovens que trabalham no continente africano, de proveniências dispersas, como Angola, África do Sul, Quénia, Marrocos”, considerando que é “um tipo de produção que Portugal conhece pouco, existindo uma grande curiosidade e é bom para que o nosso país não fique atrás, visto que teve tantas relações com África”.

Para fechar este ciclo, o museu tem “uma exposição comissariada por Anselmo Frank, um dos curadores de Berlim mais procurados em todo o mundo, a partir da questão o que é que a arte contemporânea, com um conjunto de artistas diversificados, onde pontuam os portugueses, para ser apresentada em Outubro”.

Pedro Lapa revela ainda que está em preparação um conjunto de exposições importantes, “não tão centradas especificamente no fenómeno artístico”, sendo mais focadas no fenómeno de certas culturas contemporâneas.

“Nesse sentido estamos a preparar conjuntamente com a candidatura a Património Universal do Cante Alentejano, uma exposição que conta com aspectos que vão do documentário ao filme ficcional, em trabalhos artísticos que traçam a panorâmica sobre essa prática que está tão viva num determinado contexto cultural do nosso pais, e que será candidata em 2012”, concluiu. 

Lê o artigo completo no PÚBLICO

Sugerir correcção