Jorge Jesus nas competições europeias
Taça Intertoto 1998 (Estrela da Amadora)Jogos: 2Vitórias: 0Empates: 1Derrotas: 1
Taça UEFA 2007-08 (Belenenses)Jogos: 2Vitórias: 0Empates: 0Derrotas: 2
Taça Intertoto 2008 (Sporting de Braga)Jogos: 2Vitórias: 2Empates: 0Derrotas: 0
Taça UEFA 2008-09 (Sporting de Braga)Jogos: 12Vitórias: 7Empates: 2Derrotas: 3
Liga Europa 2009-10 (Benfica)Jogos: 14Vitórias: 9Empates: 2Derrotas: 3
Liga dos Campeões 2010-11 (Benfica)Jogos: 6Vitórias: 2Empates: 0Derrotas: 4
Liga Europa 2010-11 (Benfica)Jogos: 8Vitórias: 5Empates: 2Derrotas: 1
Liga dos Campeões 2011-12 (Benfica)Jogos: 10Vitórias: 5Empates: 5Derrotas: 0
TOTAISJogos: 56Vitórias: 30Empates: 12Derrotas: 14

Em três anos Jorge Jesus entrou na história europeia do Benfica

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Jesus é o treinador mais vitorioso da história do Benfica Foto: Marcos Borga/Reuters

O triunfo de quarta-feira sobre o Otelul Galati (1-0) já tinha permitido a Jesus ultrapassar o sueco no ranking dos treinadores com mais vitórias europeias. Foi o 21.º triunfo de Jorge Jesus nas provas da UEFA ao serviço do Benfica. Eriksson somava 20.

Rui Águas, que jogava no Benfica na temporada 1991-92, a última do treinador sueco na Luz, disse ao PÚBLICO que o novo recorde de Jorge Jesus pode ser relacionado com as mudanças por que o futebol passou. “Eriksson é uma figura que ficará para sempre na memória das pessoas do Benfica e do futebol português em geral. Marcou a diferença quando chegou, em termos de inovação e qualidade de treino”, recordou.

“De então para cá muita coisa mudou. Evoluiu-se em termos de treino. E aumentou a quantidade de jogos internacionais por época”, acrescentou Águas, apontando a mudança estrutural das competições da UEFA. Se em 1991-92 uma equipa podia fazer um máximo de 11 jogos (desde a primeira ronda até à final) na Taça dos Campeões Europeus, actualmente (num cenário de entrada directa na fase de grupos) pode fazer 13.

“Isso não tira mérito a Jorge Jesus, até porque se tem mantido num clube com a exigência do Benfica, o que só por si traduz grande qualidade”, concluiu Rui Águas.

E o que têm em comum Vorskla Poltava, BATE Borisov, Everton, AEK, Hertha de Berlim, Marselha, Liverpool, Hapoel Telavive, Lyon, Estugarda, PSG, PSV Eindhoven, Sporting de Braga, Trabzonspor, Twente, Otelul Galati e Basileia? Foi frente a estas equipas que o Benfica de Jorge Jesus alcançou as 21 vitórias europeias.

Mais de dois terços dos triunfos de Jesus ao serviço do Benfica nas competições da UEFA foram alcançados no Estádio da Luz: 15 dos 21 (ou 71,4%). Apenas seis aconteceram fora de portas - nas visitas a Everton, BATE Borisov, Marselha, Estugarda, Otelul Galati e Basileia. “Sempre foi mais confortável jogar em casa”, reconheceu Rui Águas.

Mesmo assim, o registo de Jesus é bem diferente do de Eriksson, que primou pelo equilíbrio. Nas duas dezenas de triunfos europeus do sueco ao serviço do Benfica, 11 foram obtidos em casa e nove fora.

Nas 21 vitórias europeias de Jorge Jesus, o Benfica marcou 52 golos e sofreu 12. Um registo aquém do obtido pela equipa de Eriksson, que nas suas 20 vitórias fez 61 golos (incluindo o polémico golo de Vata ao Marselha, com a mão, que valeu a presença na final da Taça dos Campeões Europeus 1989-90) e sofreu apenas oito.

Estrela marcou a estreia

Já passaram mais de 13 anos desde a estreia de Jorge Jesus nas competições europeias de clubes. Foi em 1998, ao comando do Estrela da Amadora, na extinta Taça Intertoto. No entanto, o técnico teria de esperar dez anos pela primeira vitória, que só aconteceu em 2008, pelo Sporting de Braga – igualmente na Intertoto, contra os turcos do Sivasspor. A equipa minhota conseguiu o apuramento para a Taça UEFA desse ano, chegando aos oitavos-de-final.

Na época seguinte Jorge Jesus mudou-se para o Benfica, tendo chegado aos quartos-de-final da Liga Europa (foi afastado pelo Liverpool). Em 2010-11, após uma má fase de grupos na Liga dos Campeões, os “encarnados” caíram para a Liga Europa, prova em que atingiram as meias-finais. O Sporting de Braga foi então o carrasco da equipa da Luz.

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