Derby

Benfica responsabiliza Pereira Cristóvão por incêndio na Luz

Os incidentes de sábado continuam no centro da polémica
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Os incidentes de sábado continuam no centro da polémica Marcos Borga/Reuters

O derby de sábado continua a dar que falar. Depois das críticas do Sporting à forma como os seus adeptos foram recebidos na Luz, o Benfica respondeu nesta segunda-feira, contestando os argumentos do clube de Alvalade e responsabilizando o vice-presidente do Sporting pelos actos violentos dos adeptos leoninos.

“Aliás, ficou claro para todos que não se tendo verificado nenhum incidente antes e durante o jogo, as acções violentas apenas acontecem depois da declaração feita, e transmitida em directo pelos vários meios de comunicação social, do senhor Paulo Pereira Cristóvão”, diz um comunicado do Benfica, referindo-se ao facto de o vice-presidente “leonino” ter catalogado como “pré-históricas” as condições disponibilizadas para os adeptos do Sporting.

Em mais um comunicado duro para o rival, o Benfica critica ainda Godinho Lopes, presidente do Sporting, por apenas ter dito não se revia no incêndio provocado pelos adeptos leoninos na Luz. “’Não se revê’ é diferente de condenar”.

O Benfica contesta a ideia de que o espaço disponibilizado para os adeptos do Sporting era pequeno, especificando que os 3425 fãs leoninos foram colocados numa zona com capacidade para mais de 4000 pessoas, ao que foram subtraídos 728 lugares destinados ao cordão de segurança.

“Por estes dados, verifica-se que o senhor Paulo Pereira Cristóvão faltou à verdade e, mais grave, induziu o seu presidente e a sua massa associativa em erro”, diz o comunicado do Benfica, referindo ainda que o clube só era obrigado a ceder 3250 bilhetes ao Sporting (5% da lotação do estádio) e que cedeu 3425 (a 22 euros cada um).

O Benfica revelou ainda um email em que o Sporting devolveu 46 bilhetes de 50 euros – fonte do clube da Luz explicou ao PÚBLICO que estes ingressos devolvidos se referem a um lote de outros 200 ingressos cedidos aos “leões”, para outra zona do estádio (o sector 39).

O clube da Luz afirma ainda que neste jogo foram utilizados os mesmos recursos de outros jogos grandes (um total de 23 assistentes de recinto desportivo) e que os adeptos do Sporting chegaram ao estádio “com 35 minutos de atraso” em relação ao previsto, justificando assim o facto de alguns espectadores só terem entrado no estádio já durante o decurso da primeira parte.

O Benfica negou, por outro lado, que os adeptos leoninos não tivessem acesso às casas de banho e bares, contestando ainda a ideia de que as redes de segurança afectassem a visão dos adeptos: “Se assim fosse, mas não é, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional não teria aprovado a referida estrutura. Afirmar isto é chamar incompetentes aos profissionais da Liga”.

Os “encarnados” referem ainda que responsáveis do Sporting visitaram a “caixa” (bancada com redes de protecção) a 17 de Novembro e no dia do jogo, não tendo criticado as condições apresentadas.

O Estádio da Luz, entretanto, já foi visitado por técnicos de engenharia e responsáveis da Liga, para avaliar os estragos provocados pelo incêncio. Tal como o PÚBLICO avançou hoje, se a cobertura tiver sido afectada de forma assinalável, os prejuízos podem atingir o meio milhão de euros, segundo fonte do Benfica.