Celebração do primeiro ano do projecto Inculta TV aconteceu no Maus Hábitos, no Porto Paulo Pimenta
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Celebração do primeiro ano do projecto Inculta TV aconteceu no Maus Hábitos, no Porto Paulo Pimenta

A (In)culta está a sair do armário

Projecto de divulgação cultural celebrou um ano com festa no Porto. No primeiro ano, a Inculta TV fez mais de 200 vídeos

A Inculta TV, site de divulgação cultural, celebrou sábado, 12 de Novembro, o primeiro aniversário com uma festa para “sair do armário”. “Isto começou sem apresentações, no meu quarto, por isso a ideia do aniversário foi tornar [o projecto] público, apresentar a Inculta à comunidade”, explicou o criador do projecto, Carlos Morais.

Ao longo do primeiro ano, a Inculta apresentou mais de 200 vídeos, cobrindo áreas como o teatro, a performance, o cinema, a fotografia ou a música, sempre fora da cultura de massas. “Foi um ano de muito trabalho. Conseguimos fazer uma coisa do zero, com orçamento zero ou negativo e mantê-lo durante o ano. E também é gratificante o facto das pessoas aderirem e colaborarem.”

Plataforma para novos projectos

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No primeiro ano foram feitos mais de 200 vídeos Paulo Pimenta

A festa abriu com os Zurich Dada, banda de música electrónica que se estreou em palco, graças à Inculta. No Salão Nobre do Maus Hábitos, seguiu-se a peça Marat Sade de Peter Weis, do grupo de teatro Numa Norma. Uma oportunidade importante para o grupo de teatro, contou Beatriz Frutuoso: “A Inculta procura coisas que realmente valem a pena e para nós tem sido uma plataforma de lançamento”.

Seguiram-se a Passpartout Preto e os Fat Freddy, banda de rock experimental, que levou o público numa viagem pelas “Fanfarras de Ópio”, seu primeiro álbum. A noite fechou com os djsets Pedro Fiúza e Jeux d’Enfants.

Para o ano, a Inculta tem já alguns projectos em mente, entre eles criar um programa de formato televisivo e criar um blogue comunitário de informação, do género de agenda cultural. Carlos Morais conclui com uma explicação do nome Inculta: “Somos todos um bocadinho incultos, o achares que és inculto, é o primeiro passo para seres culto”.