Paralisação parcial no sector público

Autocarros parados, metro e CP retomaram serviço

Trânsito parado à entrada do túnel do Grilo, em Lisboa
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Trânsito parado à entrada do túnel do Grilo, em Lisboa Daniel Rocha
A maior parte dos comboios pararam hoje
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A maior parte dos comboios pararam hoje Enric Vives-Rubio
A maior parte das estações de Metro de Lisboa esteve parada ao início da manhã
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A maior parte das estações de Metro de Lisboa esteve parada ao início da manhã Enric Vives-Rubio

Metro de Lisboa e comboios já retomaram o serviço, depois da paralisação matinal que ajudou a entupir as estradas na região da Área Metropolitana de Lisboa. Os autocarros e eléctricos da Carris, por sua vez, iniciaram a greve parcial convocada como protesto contra as medidas de austeridade e a fusão de transportadoras.

Antes da sete da manhã desta terça-feira, o trânsito no IC 19 era muito intenso, desde a descida de Massamá até ao nó de ligação com a Estrada Nacional 117 (Cabos d'Ávila).

Pouco depois, um toque entre viaturas, na faixa central do IC 19, entre Queluz e Amadora, complicou um pouco mais o trânsito, com filas a formarem-se desde o Cacém.

No Cais do Sodré, em Lisboa, a estação reabriu, os comboios voltaram a circular na Linha de Cascais, mas andam vazios nesse percurso.O metro também começou a circular às 10h30 em ponto. A estação esteve selada com fita isoladora desde segunda à noite, impedindo assim o acesso de clientes às plataformas de embarque.

Na estação ferroviária de Santa Apolónia, também em Lisboa, havia bilheteiras fechadas e painéis desligados. Também as estações de Cascais e de Oeiras se encontravam vazias às 9h. A Estrada Marginal estava congestionada, com fila até Carcavelos.

Sem metro ou comboio, a viagem da Damaia (Amadora) para Lisboa tornou-se uma prova de resistência. As alternativas são os autocarros da Carris e da Rodoviária, que viajavam lotados. Entretanto, também pararam

Esta greve foi marcada em protesto contra as medidas anunciadas pelo Governo para as transportadoras públicas, nomeadamente a revisão dos actuais Acordos de Empresa e a fusão de empresas em Lisboa e no Porto, que terá como consequência despedimentos no sector.

Os comboios voltam a parar das 17h30 às 20h30. Também se espera constrangimentos na sexta-feira, já que foi agendada para este dia uma greve dos maquinistas da CP, que terá impactos na quinta-feira à noite e, provavelmente, no sábado de manhã.

No metro também se espera perturbações durante o dia, mas apenas em Lisboa, já que os trabalhadores do Metro do Porto não aderiram à greve. A Carris e a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) vão parar entre as 10h e as 16h.

Ao PÚBLICO, fonte da Carris afirmou que a empresa “não prevê grandes perturbações, atendendo ao facto do horário previsto estar fora das ‘horas de ponta’”.

A paralisação vai estender-se também às ligações fluviais, embora neste caso não tenha sido convocada uma greve. As supressões poderão acontecer devido à marcação de um plenário, que está agendado para as 14h e só deverá terminar às 17h30.

Haverá ainda protestos na Refer, que estão agendados para as últimas quatro horas do período de trabalho. No entanto, os trabalhadores da gestora ferroviária estatal ligados ao centro de comando e à área de circulação vão para todo o dia.

Também na EMEF está prevista uma greve parcial, apenas à última hora de serviço.

Notícia em actualização