Médico diz conseguir tornar azuis os olhos castanhos

Médico americano diz que pode mudar a cor dos olhos com recurso ao laser. São 20 segundos de tratamento e três semanas para ver resultados. Para sempre

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Dezassete por cento dos americanos fariam o tratamento Eva Carasol/arquivo

Conte até 20 e espere três semanas. Quando voltar a olhar para o espelho, os seus olhos castanhos tornaram-se azuis. Esta é a promessa de um médico norte-americano que já teve estes resultados num ensaio que está a realizar no México, com recurso ao laser. O próximo passo é expandir os ensaios clínicos a mais pessoas. Por isso, Gregg Homer está a tentar reunir perto de 544.000 euros para a sua empresa Stroma Medical, sediada em Laguna Beach, na Califórnia.

O princípio da técnica de laser já é utilizado na pele, para remover sinais e sardas, mas agora é aplicado ao olho. Faz-se um exame com uma espécie de scanner aos olhos da pessoa que escolheu submeter-se ao tratamento, que identifica cada pontinho do olho que tem de ser tratado.

Depois, um laser com um padrão específico acerta em cada ponto do olho, um a um. O processo é repetido várias vezes, mas ao todo, o tratamento de laser demora apenas 20 segundos.

Médicos com reservas

O que o laser faz é acertar nos pigmentos de melanina, que dá a cor ao olho castanho. Isso gera um processo fisiológico de degradação da melanina, que desaparece, e deixa à mostra os pigmentos azuis que segundo Gregg Homer sempre lá estiveram. Este processo demora entre duas e três semanas. O olho primeiro escurece e só depois é que surge o azul. Como a melanina não volta a ser produzida, a cor mantém-se, garante o médico. Olhos castanhos, nunca mais.


À BBC News Larry Benjamin, um cirurgião oftalmologista do Hospital de Stoke Mandeville, no Reino Unido, mostrou reservas: “O pigmento está lá por uma razão. Se o pigmento se perde pode-se ter problemas como sentir demasiada claridade ou ter visão dupla.” “Não ter pigmentos no olho seria como ter uma abertura de câmara com um diafragma transparente. Não seria possível controlar a luz que entra [no olho]”, explicou o médico.

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