Grécia: cronologia dos principais acontecimentos da crise

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Parlamento grego, em Atenas, onde foram votadas as várias medidas de austeridade aprovadas pelo Governo este ano Yiorgos Karahalis/Reuters
Um resumo dos acontecimentos que marcaram a Grécia desde o pedido de assistência financeira:20102 de Maio

– Georgios Papandreou, líder do partido socialista Pasok e vencedor da eleições no Outono de 2009, anuncia que firmou um acordo com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), abrindo as portas para um plano de resgate em troca de cortes extra no orçamento de 30 mil milhões de euros, nos três anos seguintes. O plano de resgate duraria três anos, com o valor de 110 mil milhões de euros. É o primeiro resgate de um país da zona euro, causado pela pressão dos investidores sobre a capacidade da Grécia em pagar a sua dívida pública, após ter sido conhecido que o défice era de 12,7% do PIB, quatro vezes acima do esperado.

4 e 5 de Maio

– Os funcionários públicos fazem greve de 48 horas. Três pessoas morrem no interior de um edifício, depois de um banco ser incendiado.

6 de Maio

– Parlamento grego aprova um novo plano de austeridade.

9 de Maio – FMI aprova por unanimidade a sua participação no resgate da Grécia.

18 de Maio

– Grécia recebe um fatia de empréstimo no valor de 14,5 mil milhões de euros.

7 de Julho

– Parlamento grego aprova o aumento da idade de reforma das mulheres dos 60 para os 65 anos, dando resposta a um dos pedidos-chave da UE .

5 de Agosto

– UE e FMI dão luz verde para nova parcela do empréstimo, no valor de nove mil milhões de euros.

201111 de Maio

– Inspectores do FMI e da UE fazem pressão sobre Atenas para fortalecer as finanças do país e determinar se precisa de uma quinta

tranche

de 12 mil milhões de euros.

8 de Junho

– Grécia acorda novo pacote de medidas de austeridade para 2011 em troca de cerca de 6,5 mil milhões de euros.

29 de Junho

– Georgios Papandreou, primeiro-ministro, consegue maioria parlamentar para aprovar o pacote de austeridade de cinco anos.

8 Julho

– FMI aprova desembolso de 3,2 mil milhões de dólares para que a Grécia pague dívidas relativas ao mês de Julho.

21 de Julho

– Líderes da zona euro acordam um novo pacote de resgate para a Grécia, no valor de 109 mil milhões de euros.

21 de Setembro

– Grécia adopta novo pacote de medidas de austeridade, incluindo o corte de 20% nas pensões mais altas.

27 de Setembro

– Governo aplica taxas sobre as propriedades privadas para convencer o FMI e a UE de que merece a próxima parcela da ajuda financeira (no valor de 8 mil milhões de euros, dinheiro necessário para pagar os salários de Outubro).

29 de Setembro

– A

Troika

apresenta um plano pedido pelos credores, com vista a mais cortes orçamentais e aumentos de impostos.

5 de Outubro

– Sector público e funcionários de empresas do Estado fazem greve de 24 horas contra as medidas de anti-austeridade.

21 de Outubro

– Grécia aprova novo plano de austeridade, desencadeando protestos violentos em Atenas e uma greve geral que parou grande parte do país. Mais de 100 mil pessoas saíram à rua, tendo pelo menos 74 ficado feridas e um homem morrido de ataque cardíaco.

27 de Outubro

– Líderes da zona euro conseguem um acordo de perdão de 50% da dívida grega. Acordo é firmado com o representante dos bancos privados envolvidos no empréstimo e tem em vista a redução da carga da dívida grega.

31 de Outubro

– Primeiro-ministro grego, Georgios Papandreou, anuncia que irá convocar um referendo para votar a ajuda europeia.

2 de Novembro

– O primeiro-ministro francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, dizem a Papandreou, em Cannes, no âmbito da cimeira do G20, que a Grécia não receberá mais ajuda até à conclusão do referendo. O país devia receber uma parcela vital em Novembro, no valor de 8 mil milhões de euros.

3 de Novembro

– Partidos na oposição põem dúvidas na continuidade de Papandreou à frente do Governo grego. O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, diz que não apoia o referendo e afirma que a participação da Grécia enquanto membro do euro foi uma conquista histórica e “não pode depender de um referendo”. O primeiro-ministro mostra-se disposto a retirar a proposta de referendo sobre a permanência do seu país na zona euro.

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