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FC Porto ganhou com o regresso ao passado de Álvaro Pereira

Kléber apontou o segundo golo da vitória do FC Porto
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Kléber apontou o segundo golo da vitória do FC Porto Foto: Miguel Vidal/Reuters

Não marcou nem fez nenhuma assistência directa para golo, mas Álvaro Pereira foi o jogador mais determinante no triunfo do FC Porto em casa sobre o Paços de Ferreira (3-0).

O lateral-esquerdo foi decisivo em dois dos três golos da sua equipa, fruto de um regresso ao passado: deixou de ser o jogador relativamente “parado”, de passe para o lado e para trás, que foi muitas vezes esta época e voltou a ser mais parecido com o que era na anterior, com constantes subidas.

A mudança de estilo compensou a boa primeira parte do Paços de Ferreira e o desaparecimento de Hulk, que fez uma péssima exibição e acabou substituído a meia-hora do fim, quando o resultado ainda estava em discussão e depois de várias assobiadelas de uma boa parte dos adeptos do FC Porto. A sua substituição, de resto, foi um dos momentos mais aplaudidos pelas bancadas. O brasileiro começou a semana ovacionado e com um Dragão de Ouro na mão, mas terminou-a sendo assobiado. Não foi o único. A goleada ao Nacional, mesmo com o FC Porto na liderança, não acabou com as dúvidas dos adeptos e a insatisfação, concretizada com assobios, notou-se logo aos 5’, um minuto depois de William ter assustado Helton.

Os “azuis e brancos” demoraram a carburar, mas tiveram mais oportunidades do que o Paços, uma equipa incómoda e bem montada pelo cunhado de Vítor Pereira, Luís Miguel, que poderia ter tido algum lucro do faro de Melgarejo para explorar os espaços nas costas da defesa. O paraguaio desperdiçou a grande oportunidade dos “castores”, os únicos que roubaram pontos ao FC Porto no Dragão na temporada passada, aos 33’.

Do outro lado, Álvaro Pereira subia sempre que podia, criava perigo e prendia Manuel José (e os seus cruzamentos) a posições mais recuadas. À custa do uruguaio, Belluschi, que voltou a jogar bem, quase fez um raro golo de cabeça. Em cima do intervalo, Pereira fez mais um cruzamento que os homens do Paços encarregaram de meter na sua própria baliza (Luisinho cortou contra Melgarejo, atleta cedido pelo Benfica ao Paços).

A meia-hora final, já com Moutinho, James e Kléber no lugar de Defour, Hulk e Walter, foi o melhor período do FC Porto, que então apresentou um estilo mais fluído. As entradas, desta vez, melhoraram a equipa, que aumentou o resultado com golos de Kléber (o sexto do brasileiro esta época surgiu numa recarga a um remate de James) e de Moutinho.

POSITIVOAlvaro Pereira

É defesa, mas foi a melhor arma ofensiva do FC Porto. Dois dos três golos da equipa começaram em iniciativas e cruzamentos seus.


Suplentes do FC Porto

Os três portistas que entraram, Moutinho, Kléber e James, tiveram todos impacto positivo na equipa, o que nem sempre tem acontecido quando Vítor Pereira mexe nos jogos.


Melgarejo

Perigoso para defesas distraídas.


NEGATIVOHulk

Fez uma coisa bem no jogo: a troca de passes com Álvaro Pereira no primeiro golo. Muito pouco numa das suas piores exibições. Saiu a meia-hora do fim.


Ficha de Jogo

FC Porto, 3


Paços de Ferreira, 0


Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.Assistência 30.318 espectadores.

FC Porto

Helton, Sapunaru, Rolando, Mangala, Álvaro Pereira, Fernando, Defour (João Moutinho, 46’), Belluschi, Hulk (James, 59’), Varela e Walter (Kléber, 56’). Treinador Vítor Pereira.

P. Ferreira

Cássio, Filipe Anunciação, Javier Cohene, Eridson, Luisinho, Luiz Carlos, André Leão, Josué (Caetano, 75’), Manuel José (Vítor, 83’), Melgarejo e William (Michel, 54’). Treinador Luís Miguel.

Árbitro

Hugo Miguel, de Lisboa.

Amarelos

Kléber (62’) e Josué (62’).

Golos

1-0, por Melgarejo, aos 45’+1’ (p.b.); 2-0, por Kléber, aos 64’; 3-0, por João Moutinho, aos 84’.

Notícia actualizada às 23h06
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