Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural

Daniel Campelo entende que cada concelho deveria ter uma área protegida

Daniel Campelo diz que a conservação deve apostar no conhecimento e não apenas na multa
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Daniel Campelo diz que a conservação deve apostar no conhecimento e não apenas na multa Paulo Ricca/arquivo

O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, afirmou ontem que cada concelho devia ter uma área protegida, defendendo que é preciso aumentar o conhecimento sobre a conservação da natureza.

“Há lugar para os campos de futebol, com uma lei que diz, e bem, que cada concelho deve ter pelo menos um campo relvado, mas acho que cada concelho deveria ter também uma área protegida, se não for nacional, que seja de interesse local”, afirmou. O secretário de Estado esteve ontem na conferência sobre áreas protegidas locais, que decorreu no Barreiro, no âmbito do processo de classificação da Mata Nacional da Machada e do Sapal do Rio Coina como áreas protegidas locais que está a decorrer. Daniel Campelo lembrou as dificuldades que teve como autarca em conseguir a classificação de uma área paisagística protegida, referindo que hoje é tudo mais fácil. “Portugal tem uma extensa rede de áreas protegidas, muito pelo mérito de quem tem apresentado projectos e ideias, mas podemos ir mais além. Tem que se aumentar o grau de conhecimento, para aumentarmos o número de pessoas que passam para o lado da conservação da natureza, pois ainda existem muitas tensões”, explicou. O responsável referiu que a conservação deve apostar no conhecimento e não apenas na multa, afirmando que uma área com qualidade ambiental traz procura económica. O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, lembrou que a Mata Nacional da Machada e o Sapal do Rio Coina representam cerca de 10% da área do concelho, considerando-as áreas indispensáveis para o desenvolvimento. “As dificuldades do presente não devem pôr em causa a capacidade de planificar o futuro. Queremos dar novos passos, mas temos que ter realismo, pois a classificação destes locais é importante, mas temos que saber o que fazer a seguir e precisamos de ajuda”, concluiu.