MGMT vão ao Guggenheim dar música a Maurizio Cattelan

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Dias 10 e 11 de Novembro, a banda de "Congratulations" dará dois concertos no centro do edifício em espiral, rodeada pelas obras do artista conhecido pela sua faceta contestatária

Como é do domínio público, os MGMT são uma banda que aprecia o jogo da ironia e da citação pop e, entre as suas canções que nos devolvem visões psicadélicas de há décadas em versão pixelizada (século XXI, portanto), encontra-se o comentário ao hedonismo decadente do "star system" ("Time to pretend", pois claro) ou referências a glórias da música popular ("Brian Eno"). O museu Guggenheim em Nova Iorque, atentíssimo, não tardou a convocá-los quando montou a retrospectiva do artista italiano Maurizio Cattelan, que estará em exposição de 4 Novembro a 22 de Janeiro de 2012.

Dias 10 e 11 de Novembro, a banda de "Congratulations" dará dois concertos no centro do edifício em espiral, rodeada pelas obras do artista conhecido pela sua faceta contestatária e irreverente, de molde hiper-realista: "A revolução somos nós", que retrata o indivíduo relegado a entidade descartável, pendurado em cabide pela máquina devoradora da sociedade de consumo; ou "Ele", um Hitler ajoelhado, qual devoto rezando, são dois exemplos do seu trabalho.

Os concertos dos MGMT terão música preparada especialmente para a ocasião e um envolvimento cénico especial. Numa curta e deliciosamente absurda entrevista promovida pelo Guggenheim (o guitarrista James Richardson no papel de jornalista pouco dotado), a banda utiliza a palavra "sinestesia" para descrever o que está a ser preparado. Que se comprem as passagens de avião. Ou esperemos pelos vídeos no YouTube. Ou por um DVD (isso sim, seria bonito).