Merkel e Sarkozy reúnem-se hoje com altos responsáveis da UE em vésperas da cimeira

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Alguns responsáveis europeus já se encontraram hoje em Frankfurt numa cerimónia de homenagem a Trichet Kai Pfaffenbach/Reuters

O apelo mútuo para que seja encontrada uma solução definitiva para a crise das dívidas soberanas na zona euro levou os líderes europeus a marcarem para esta quarta-feira uma reunião presencial informal para acudirem ao agudizar da situação europeia.

Para hoje, estava inicialmente programado Sarkozy e Merkel falarem apenas por telefone sobre o Conselho Europeu do próximo Domingo, mas o Eliseu anunciou mais tarde que o Presidente francês estará hoje presente numa reunião informal em Frankfurt.

As instituições da zona euro estarão representadas no encontro por Durão Barroso, Trichet, o seu sucessor, Mario Draghi, e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. Estes responsáveis já hoje estiveram com Merkel numa cerimónia de homenagem a Trichet, que cessa funções no BCE no final do mês.

Na reunião estará também a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, que foi convidada a participar nos encontros de responsáveis europeus até à cimeira de líderes. Recorde-se que o FMI participa nos resgates aos países sob intervenção externa da UE – Grécia, Irlanda e Portugal.

Merkel e Sarkozy estarão ainda acompanhados pelos seus ministros das Finanças, Wolfgang Schäuble e François Baroin, respectivamente. Os dois ministros partem, assim, em vantagem para os encontros de responsáveis das Finanças do euro e da UE na sexta-feira e sábado, depois da presença na reunião de hoje.

A realização desta reunião só foi conhecida esta tarde, após o Governo alemão negar que chegara a acordo com o executivo de Paris para alargar a capacidade de empréstimo do fundo de socorro do euro (FEEF) para um bilião (milhão de milhões) de euros.

O reforço da capacidade de intervenção do FEEF, agora elevado para 440 mil milhões de euros, é um dos temas centrais que dominará a reunião de líderes, quando, nesta altura, se discute o perdão de parte significativa de dívida grega e recapitalização de bancos, e existe o receio de que a crise alastre a Itália e Espanha, a terceira e a quarta economias europeias, muito expostas à pressão dos mercados nos últimos meses.