Operação arranca amanhã as 06h00

Governo obriga Metro do Porto a cancelar cerimónia de inauguração de Santo Ovídio

Amanhã começa a funcionar a última estação da rede
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Amanhã começa a funcionar a última estação da rede PÚBLICO (Arquivo)

A cerimónia de inauguração da Estação de Santo Ovídio da Linha Amarela (D) do Metro do Porto, que estava marcada para sábado, acaba de ser cancelada. A empresa "perde desculpas pelo incómodo".

A cerimónia prevista passava por um encontro com início na Estação da Trindade, com partida às 10h30, para uma viagem de abertura do novo troço até Santo Ovídio. O evento contava com a presença do conselho de Administração da Metro do Porto, e tinha previsto discursos de Ricardo Fonseca, o presidente da empresa, e também os dos autarcas do Porto, Rui Rio, e de Gaia, Luís Filipe Menezes.

Num comunicado agora divulgado, a empresa diz que "por motivos que são totalmente alheios à Metro do Porto, e na sequência de indicações expressas nesse sentido por parte da Secretaria de Estado dos Transportes, é cancelada a Cerimónia de Inauguração". No mesmo comunicado, pede desculpas "a todas as entidades públicas e privadas convidadas para o evento pelo súbito e imprevisto cancelamento do mesmo". Estavam convidadas cerca de 300 pessoas, apurou o PÚBLICO, para uma cerimónia que seria "necessariamente sóbria".

A ordem veio do gabinete do secretário de Estado, Sérgio Monteiro, que impôs que por "inauguração" se entendesse apenas a abertura ao público e o arranque da operação comercial regular naquela linha. Fonte do gabinete confirmou ao PÚBLICO que depois do anúncio ontem do primeiro-ministro, e da apresentação pública das linhas gerais do duríssimo Orçamento de Estado com que o país se vai governar em 2012, todos deverão perceber que não há margem para fazer grandes inaugurações.

Esta "proibição" enviada na véspera do evento, apanhou muita gente de surpresa. Da câmara de Gaia, ainda chegaram convocatórias, às 12h00, para o evento onde Luís Filipe Menezes entraria às 10h30 da manhã na estação "Câmara de Gaia" para receber os convidados com destino à estação de Santo Ovídeo. Mas a notícia do cancelamento surgia vinte minutos depois.

Já durante a tarde, o presidente da câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, envia uma nota onde dá conta da sua concordância com a decisão do governo, e que considera "adequada à época de austeridade em que vivemos, nomeadamente quando estão em causa investimentos cuja conceptualização foi marcada por excessos despesistas".

Mas não resiste a, de algum modo, assinalar a data, e anuncia a pretensão de visitar, acompanhado dos vereadores, não a Estação de Metro, mas a Rotunda de Santo Ovídio, "o ponto nevrálgico da obra" para o qual a autarquia deu "um importante contributo para a sua concepção e construção".

Notícia actualizada às 17h00

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