Subida abranda em Agosto para 17%

Encomendas do estrangeiro à indústria crescem cada vez menos desde Janeiro

Novas encomendas do mercado interno continuaram em alta em Agosto
Foto
Novas encomendas do mercado interno continuaram em alta em Agosto Fernando Veludo/NFactos

As encomendas do mercado externo à indústria portuguesa aumentaram em Agosto 17% face ao mesmo mês do ano passado, mas o ritmo de crescimento está a abrandar em termos homólogos desde o início do ano.

A tendência verificada nas encomendas recebidas do estrangeiro acompanha a desaceleração observada nas encomendas recebidas no mercado nacional e é transversal a todos os segmentos de actividades industriais, mostram dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O ritmo de crescimento dos pedidos recebidos do estrangeiro está a cair mensalmente – face a 2010 – desde Janeiro. Nesse mês, as encomendas tinham aumentado mais de 55% em relação ao primeiro mês do ano passado. Sete meses depois, a diferença é quase três vezes menor; ou seja: embora as encomendas tenham aumentado em Agosto (face a Agosto do ano anterior), o ritmo de crescimento tem sido cada vez mais lento, estando agora o índice nos 17%. Em Julho, o volume de pedidos ultrapassou os 20% face às encomendas do ano passado.

Se compararmos de mês para mês (sem considerar os valores do ano passado), isso já não é verdade: por exemplo, de Julho para Agosto, houve uma quebra de 11,5% nas encomendas recebidas de fora de Portugal, mas, antes, registara-se um aumento de 1,4%, de Junho para Julho.

Em termos homólogos, os bens de investimento foram, de novo, os que mais cresceram em encomendas externas (33,2%, apesar de em Julho os pedidos tenham aumentado mais de 40%).

O índice que se refere às novas encomendas do mercado interno continuou também em alta em Agosto. O aumento homólogo foi de 13,8% em Agosto, menos 2,5 pontos percentuais do que à registada um mês antes por comparação a 2010.

No total – entre encomendas externas e internas – a desaceleração foi de 3,2 pontos percentuais, para 15,5%. Neste caso, o índice total sobre os bens de investimento apenas subiu 22,8% (contra o crescimento homólogo de Julho de 28,5%).