Portugal vai ter de jogar mais para estar no 5.º Europeu seguido

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Os jogadores e a equipa técnica da Dinamarca celebram a vitória sobre Portugal e o apuramento Reuters

Portugal precisava apenas de um ponto para ganhar o grupo e garantir a qualificação sem a ajuda de terceiros, mas quem entrou com a mentalidade de caçador foi a Dinamarca. Sem nomes muito famosos, mas com melhor colectivo e fluidez, a equipa liderada por Morten Olsen há 11 anos foi melhor em todos os aspectos. Não demorou mais do que três minutos a colocar a bola dentro da baliza de Rui Patrício, mas o lance, finalizado pelo lateral-esquerdo Michael Silberbauer, foi anulado pelo árbitro, por fora-de-jogo ou por uma carga sobre o guarda-redes. Dez minutos depois, contudo, a Dinamarca marcou mesmo. Michael Krohn-Dehli inventou sozinho o remate, que embateu em Rolando antes de entrar na baliza.

Portugal errava na defesa e no ataque e ainda por cima, mais ou menos na mesma altura, a Suécia marcava à Holanda. A derrota também serviria a Portugal se os suecos não batessem o vice-campeão mundial no Grupo E. Mas ontem nada correria bem para a formação de Paulo Bento, que se estreou a perder pontos em jogos oficiais como seleccionador.

Com a pontaria desafinada nas poucas vezes que conseguiu chegar com algum perigo à área dinamarquesa, depressa se percebeu que a melhor maneira de conseguir o passaporte imediato para o Euro talvez estivesse mesmo nos pés dos avançados da Holanda. Klaas-Jan Huntelaar devolveu a esperança a Portugal e Dirk Kuyt colocou os holandeses na frente em Estocolmo, mas a vontade dos suecos permitiu-lhes a reviravolta em dois minutos (3-2) e a manutenção do resultado até final. Esta foi a primeira derrota no tempo regulamentar da Holanda num jogo oficial sob o comando de Bert van Marwijk, mas foram os portugueses que sofreram com ela. Portugal tinha mesmo que se desenvencilhar sozinho, precisamente aquilo que ontem nunca pareceu possível.

Aos 63’, as coisas pioraram. Nicklas Bendtner, servido pelo sempre presente Dennis Rommedahl (112 internacionalizações), marcou o inevitável golo contra Portugal – o ponta-de-lança do Sunderland jogou quatro vezes contra a selecção lusa e fez sempre um remate vitorioso.

A equipa de Bento teve algumas oportunidades, mas a Dinamarca teve mais e melhores. As alterações – Veloso, Quaresma e Nuno Gomes - não serviram para mudar a dinâmica. Portugal precisava do empate, mas o melhor quer conseguiu foi reduzir, já nos descontos, graças a um grande livre directo do maioritariamente desinspirado Cristiano Ronaldo, e já depois de Patrício ter evitado por três vezes o terceiro golo da selecção escandinava. Pouco e demasiado tarde.

Ficha de jogo

Dinamarca 2Portugal 1

Jogo no Parken Stadium, em Copenhaga.Assistência: 37.012 espectadores

Dinamarca

Thomas Sorensen, Niki Zimling (Christian Poulsen, 70), Simon Kjaer, Andreas Bjelland, Michael Silberbauer (Simon Poulsen, 76), Lars Jacobsen, William Kvist, Christian Eriksen, Michael Krohn-Dehli, Denis Rommendahl (Jakob Poulsen, 87) e Nicklas Bendtner.

Portugal

Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Rolando, Eliseu (Ricardo Quaresma, 65), Raul Meireles, João Moutinho, Carlos Martins (Miguel Veloso, 65), Cristiano Ronaldo, Nani e Hélder Postiga (Nuno Gomes, 78).

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália). Amarelos: Denis Rommendahl (45) e Michael Silberbauer (75).

Golos

1-0, Michael Krohn-Dehli, 13'


2-0, Nicklas Bendtner, 63'


2-1, Cristiano Ronaldo, 90+2'