Co-fundador da Apple Steve Wozniak vai sentir a falta de Jobs

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Wozniak recordou Steve Jobs como um grande homem de negócios, com bons instintos Tim Chong/Reuters

Visivelmente emocionado com a morte do amigo numa entrevista à AP, Wozniak recorda Steve Jobs como um grande homem de negócios que tinha olho para os detalhes. Alguém que percebia as vantagens da tecnologia e que sabia vender os seus produtos. O iPad foi uma das suas grandes criações, indicou Wozniak, recordando que numa altura em que “toda a gente estava ainda a tentar encontrar a fórmula [certa para os tablets], ele teve melhores instintos”.

Wozniak recordou ainda Jobs como um excelente marido e pai e, admitindo que o ex-CEO da Apple tinha fama de ser um líder forte e um pouco ríspido, recorda que, com ele, Jobs “sempre foi muito simpático”. “Era um amigo muito querido”, disse. “Perdemos algo que não conseguiremos recuperar”.

Depois de desistir da Universidade e ter regressado à Califórnia, os caminhos de Jobs e Wozniak voltaram a cruzar-se. Em 1976, os dois jovens começaram a empresa Apple a partir da garagem do pai de Jobs. Foi o começo do resto das suas vidas.

Jobs disse certo dia a Wozniak, na década de 1980, que tinha um pressentimento que morreria antes de completar 40 anos. Por causa disso, “muita da sua vida estava centrada em completar as coisas rapidamente”, explicou o amigo à AP.

“Aquilo que tornou os produtos da Apple tão especiais foi uma pessoa [Jobs], mas essa pessoa deixou um legado” e é por isso que Wozniak acredita que a empresa continuará a ser um sucesso, apesar do desaparecimento de Jobs.

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