Coimbra continua a ser um porto seguro para os “dragões”

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Walter foi o autor do primeiro golo do FC Porto José Manuel Ribeiro/Reuters

Há cerca de um ano, quando o FC Porto se deslocou a Coimbra, o cenário era diferente. Vítor Pereira e Pedro Emanuel estavam do mesmo lado, na sombra de Villas-Boas, havia Falcao para resolver e os “azuis e brancos” estavam imparáveis. Com um relvado a transbordar água e uma bola que flutuava sobre a relva, Varela deu a vitória ao FC Porto com um golaço.

Onze meses depois, não havia Villas-Boas e Falcao, Emanuel estava do outro lado da barricada, Varela nem lugar no banco mereceu e Pereira, agora no papel principal, necessitava de uma vitória para evitar sofrer xeque-mate. Mas no tabuleiro do treinador faltava uma peça importante: Kléber. Sem o ponta-de-lança, havia duas alternativas: colocar Hulk no meio ou recuperar o proscrito Walter. Pereira optou pela segunda opção e a aposta correu bem.

Com apenas 14 minutos de jogo em 2011-12, Walter precisou de tocar apenas duas ou três vezes na bola para marcar: aos 27’, Hulk centrou e o avançado, no meio de João Real e Cédric, nem precisou de saltar para desviar de cabeça para o fundo da baliza. Até aí, o FC Porto tinha ameaçado num par de vezes de bola parada. A Académica nem isso. Cinco minutos depois, o FC Porto serenou de vez. Sem resistência da defesa dos “estudantes” James tabelou com Hulk e na esquina da pequena área, com todo o tempo do mundo, fez o 2-0.

A segunda parte foi mais do mesmo. Os portistas jogavam a seu bel-prazer frente a uma Académica irreconhecível e inofensiva. Talvez por isso, Helton resolveu intervir. Aos 58’, o guarda-redes dos “dragões” colocou na frente, Moutinho tocou para James, o colombiano assistiu o compatriota Guarín e, com quatro toques apenas, estava feito o terceiro golo.

Para uma equipa que a meio da semana jogou na Rússia era hora de gerir e pouco depois Moutinho e James foram substituídos. Só aí é que Académica apareceu no jogo, mas a expulsão de Abdoulaye, aos 81’, acabou com o ténue atrevimento dos “estudantes”. O vencedor, no entanto, estava decidido desde os 33’, altura em que Vítor Pereira pôde respirar fundo.

POSITIVOWalter

Não é Falcao, nem nada que se pareça, mas na época passada marcou cinco golos nos 358 minutos que jogou na Liga e na primeira oportunidade em 2011-12 fez um golo “à ponta-de-lança”. Pelo rendimento no relvado do brasileiro, é difícil perceber o motivo de ter ficado fora das escolhas para a Liga dos Campeões.


NEGATIVOAcadémica

Até à 7.ª jornada o registo em Coimbra metia respeito: três jogos, três vitórias, nove golos marcados e zero sofridos. Hoje, no entanto, a Académica foi demasiado macia.


Abdoulaye

Distinguir alguém na defesa dos “estudantes” não é fácil, tal foi a fragilidade evidenciada por todo o sector, mas a expulsão ajuda a desequilibrar a balança a favor do senegalês.


Ficha de Jogo

Académica, 0


FC Porto, 3


Jogo no Estádio Municipal de Coimbra, em Coimbra.Assistência 8.827 espectadores

Académica

Peiser, Cédric Soares, Abdoulaye, João Real, Nivaldo, Habib, Adrien, Danilo Cintra (Júlio César, 68'), Sissoko (Flávio, 85'), Rui Miguel (Diogo Valente, 60') e Éder.

FC Porto

Helton, Fucile, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira, Fernando, Guarín, Moutinho (Dafour, 73'), Hulk, Walter (Belluschi, 85') e James (Djalma, 73').

Árbitro

Paulo Baptista (Portalegre)

Amarelos

Abdoulaye (47'), Adrien (63'), Nivaldo (64'), Otamendi (67') e Rolando (71').

Vermelho directo

para Abdoulaye (81').

Golos

0-1, por Walter, aos 27'; 0-2, por James Rodríguez, aos 33'; 0-3, por Guarín, aos 58'.

Notícia actualizada às 23h07