Contas públicas

Dívida na Madeira é de 6328 milhões de euros

Vítor Gaspar relembrou a existência de "graves irregularidades" nas contas da Madeira
Foto
Vítor Gaspar relembrou a existência de "graves irregularidades" nas contas da Madeira Enric Vives-Rubio (arquivo)

A dívida pública da Região Autónoma da Madeira, incluindo empresas públicas e autarquias, é neste momento de 6328 milhões de euros, um valor 465 milhões de euros superior ao anunciado pelo Governo regional.

Os números foram avançados pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, numa declaração realizada antes da publicação do relatório sobre a situação financeira da Madeira. A dívida da Madeira representa 123% do PIB do arquipélago e 927% da sua receita fiscal anual. Quase metade da dívida (47%) é relativa às empresas públicas regionais.

O número global, esclareceu ainda o ministro, inclui uma dívida de 465 milhões de euros relativa às autarquias e ao Sector Empresarial autárquico, uma parcela que o Governo regional não incluiu na contabilização da dívida efectuada durante a semana passada.

Em relação ao défice anual da Região, Vítor Gaspar confirmou um valor, em 2010, de 1190 milhões de euros, cerca de 23% do PIB madeirense.

Vítor Gaspar relembrou a existência de "graves irregularidades" que se realizaram durante anos nas contas da Madeira, mas garantiu que a análise agora efectuada dá uma imagem correcta da situação actual, não se esperando "alterações significativas" no futuro.

Ajustamento prolongado

Vítor Gaspar continuou, na conferência de imprensa de hoje, a não querer dar mais detalhes sobre o plano de ajustamento a que a Região Autónoma da Madeira irá agora ser sujeita. O ministro das Finanças avisou, contudo, que os madeirenses sujeitos a medidas de austeridade durante um período prolongado de tempo. "O ajustamento necessário na Madeira exige um período muito prolongado de tempo, que irá muito além de 2012", afirmou.

Vítor Gaspar disse ainda que serão necessárias "medidas tanto do lado da despesa como da receita", estando já a ser adoptadas as denominadas "acções prévias", que o ministro se escusou também a revelar.

Notícia actualizada às 20h15