Inês Pedrosa vence Prémio Máxima de Literatura 2010

Esta é a segunda vez que a escritora recebe este prémio
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Esta é a segunda vez que a escritora recebe este prémio Nuno Ferreira Santos

O Prémio Máxima de Literatura foi atribuído esta sexta-feira a Inês Pedrosa pelo livro “Os Íntimos” (editado pela Dom Quixote em 2010). Esta é a segunda vez que a escritora vence este prémio, depois de em 1998 ter sido distinguida com o romance “Nas Tuas Mãos” (Dom Quixote).

Segundo o comunicado do júri, constituído por Maria Helena Mira Mateus, Valter Hugo Mãe, Leonor Xavier e Laura Torres, directora da Máxima, Inês Pedrosa foi escolhida por unanimidade.

O Prémio Máxima de Literatura, no valor de quatro mil euros, é o único prémio literário exclusivamente atribuído a mulheres em Portugal.

Inês Pedrosa nasceu em 1962. Iniciou a carreira como jornalista e, desde Fevereiro de 2008, é directora da Casa Fernando Pessoa.

Depois do best seller “Fazes-me Falta” (mais de 100 mil exemplares vendidos) e de ter sido finalista do Prémio PT de Literatura com “A Eternidade e o Desejo”, Inês Pedrosa regressou ao romance em Abril de 2010 com “Os Íntimos”, uma visita ao universo dos homens. Os seus livros têm sido publicados em Espanha, em Itália, no Brasil e na Alemanha.

Prémio Máxima Ensaio

Na categoria de Ensaio, Maria de Fátima Bonifácio foi a vencedora. A historiadora venceu o Prémio Máxima Ensaio com o livro “Monarquia Constitucional 1807 – 1910”, uma síntese magistral do regime que dominou o século XIX português, editado pela Texto.

Licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, Maria de Fátima Bonifácio é doutorada, também em História, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. De acordo com o comunicado do júri do prémio, no valor de 1500 euros, “a sua produção científica aborda sobretudo a história portuguesa do século XIX, com particular atenção para o período entre 1834 e 1851”. Ainda este ano, a historiadora publicou na Dom Quixote, “Memórias do Duque de Palmela”, original inédito de 424 páginas que se encontra há dois séculos perdido entre o espólio do Arquivo Nacional Torre do Tombo e que transcreveu, editou e prefaciou.