Católica passou a acompanhar a Nova no ranking do FT Pedro Cunha/arquivo
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Católica passou a acompanhar a Nova no ranking do FT Pedro Cunha/arquivo

Dois mestrados nacionais no ranking do "Financial Times"

Mestrado em gestão da Católica entrou estreou-se na selecção dos melhores programas deste género. Nova continua na lista

O mestrado em gestão da Católica - Lisbon School of Business & Economics, como é agora denominada a Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais (FCEE) da Universidade Católica -, entrou pela primeira vez no "ranking" do "Financial Times" (FT) dos melhores programas deste género.

Para se poder candidatar à distinção, um mestrado tem de ser avaliado durante três anos e, por isso, só agora a Católica conseguiu submeter o seu programa criado em 2007 ao escrutínio do diário britânico. Entrou para a 65ª posição, a última da tabela.

A Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa conseguiu colocar o seu mestrado no ranking pela primeira vez o ano passado, e foi a primeira escola a figurar nesta tabela específica. Este ano, o FT dá a 61ª posição ao mestrado da Nova, uma descida face a 2010, quando tinha conquistado a 57ª posição.

A Nova também vê mais uma vez distinguido o seu programa do CEMS - Master in International Management, oferecido pela faculdade pública desde Agosto de 2009 numa parceria internacional com escolas de topo em 25 países.

CESM na segunda posição

O CEMS ocupa a segunda posição, logo a seguir à Universitat St. Gallen, da Suíça, que conseguiu passar da quarta para a primeira posição. A França continua a dominar a lista dos dez melhores mestrados de gestão, com cinco presenças.

O "ranking" do FT analisa desde o salário que os alunos conseguiram auferir três anos após a graduação, até à percentagem de mulheres no corpo docente. Na Católica, a taxa de empregabilidade três meses depois do curso é de 100%. Na Nova a percentagem é de 84%.

"Estamos em quarto lugar no mundo no indicador sobre o sucesso das colocações no mercado de trabalho e temos uma empregabilidade de 100%. Só há nove escolas com esta percentagem", sublinha Fátima Barros, directora da FCEE.

Apostar na colocação internactional

Os níveis salariais praticados em Portugal prejudicam as escolas nacionais nesta classificação, já que são a variável com mais peso. "Podemos melhorar na colocação de alunos internacionalmente, o que vai permitir salários mais elevados. Temos um mercado pequeno e é uma questão estrutural", disse ao PÚBLICO.

A FCEE foi a primeira escola portuguesa a constar nas tabelas do FT e estreou-se em 2007 com a formação para executivos depois de ter conseguido o estatuto Triple Crown (significa que tem as três certificações mais importantes do sector).

No total, está em três rankings: um global, o da formação de executivos, e agora o dos mestrados em gestão. É considerada uma das 50 melhores escolas do mundo para gestores.

Lê o artigo completo no PÚBLICO.

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