Ecologistas ibéricos manifestam-se pelo encerramento de central nuclear de Almaraz

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As associações salientam os perigos da energia nuclear Christian Charisius/Reuters

A Quercus, que também estará presente na manifestação, que começa às 11h00 (hora de Portugal) denuncia “situações em que já foram medidos níveis de radioactividade superiores ao permitido”, segundo um comunicado.

“Portugal pode vir a ser afectado, caso ocorra um acidente grave, quer por contaminação das águas, uma vez que a central se situa numa albufeira afluente do rio Tejo, quer por contaminação atmosférica, pela grande proximidade geográfica”, explica a Associação Nacional de Conservação da Natureza.

O Partido Ecologista “Os Verdes”, que também estará presente, manifesta-se por causa dos perigos do nuclear, pela proximidade da central espanhola, “pela utilização que faz das águas do Tejo e porque sempre apresentou problemas de funcionamento que são, na maioria dos casos, omitidos”, escreve em comunicado.

A central nuclear de Almaraz está em funcionamento desde o início dos anos 80 e deveria ter encerrado em Junho de 2010. No entanto, o Governo espanhol decidiu prolongar a sua actividade por mais dez anos. “A Quercus manifesta grande preocupação com este prolongamento do prazo de funcionamento da central” e “exige que o Governo espanhol cumpra as suas promessas de abandono gradual da energia nuclear e tome a decisão de encerrar esta central a curto prazo”, conclui.

A manifestação começará na Plaza Nueva, em Almaraz, e depois prossegue a pé até ao complexo nuclear. A iniciativa conta com a participação de movimentos e organizações como a Quercus, Fapas, Liga para a Protecção da Natureza (LPN), o Partido Ecologista “Os Verdes”, a Plataforma Antinuclear Cerrar Almaraz, Plataforma Refinería No, Plataforma Cementerio Nuclear No, Ecologistas en Acción Extremadura e ADENEX.

Em Espanha existem seis centrais nucleares em funcionamento, num total de oito reactores (as centrais de Almaraz e Ascó têm dois reactores cada), segundo o Conselho espanhol de Segurança Nuclear. Uma central, José Cabrera, já foi definitivamente encerrada. Estas centrais produzem cerca de 20% da electricidade consumida no país.

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