Hiroxima, Meu Amor (1959) DR
Foto
Hiroxima, Meu Amor (1959) DR

Primeiros filmes de Alain Resnais no Campo Alegre

"Terças-Feiras Clássicas" vão dar a ver as primeiras longas-metragens do cineasta francês

Setembro e Outubro serão os meses de Alain Resnais no Teatro do Campo Alegre, no Porto, cujas "Terças-Feiras Clássicas" estão a dar as primeiras longas-metragens do cineasta francês.

Até ao final do mês ainda será possível assistir ao filme "A Guerra Acabou", de 1966 (dia 27, às 22h) e "Stavisky, o Jogador", de 1974 (4 de Outubro, às 22h), protagonizado por Jean-Paul Belmondo e baseado num argumento do recentemente falecido Jorge Semprún.

Até 4 de Outubro, o ciclo "Alain Resnais: Cinema e Memória" exibe por ordem cronológica todas as longas-metragens de ficção realizadas por Resnais até 1974, com a única excepção do filme de ficção científica "Amo-te, Amo-te" (1968).

PÚBLICO -
Foto
O Último Ano em Marienbad (1961) DR

O ciclo já passou por "Hiroxima, Meu Amor" (1959), um dos filmes de culto da Nouvelle Vague, do qual o realizador brasileiro Glauber Rocha afirmou que "fez no cinema o que Proust fez na literatura".

Depois de "Hiroxima, Meu Amor", o programa prosseguiu com "O Último Ano em Marienbad" (1961) e "Muriel ou o Tempo de Um Regresso" (1963).

Mas o ciclo só termina no dia 11, com uma última sessão dedicada às curtas-metragens que Resnais realizou nos anos 50, incluindo "Guernica" (1950), "Les Statues Meurent Aussi" (1953) - co-realizada pelo documentarista Chris Marker, que será o cineasta homenageado no próximo programa das "Terças-Feiras Clássicas" -, o notável documentário "Noite e Nevoeiro" (1955), sobre os campos de concentração nazis, "Toute la Mémoire du Monde" (1956) e "Le Chant du Styrène" (1958).