Lista pôs Roma em último lugar

Berlim é a cidade europeia com melhor qualidade do ar

Berlim deu um bom exemplo em como aumentar a utilização de transportes alternativos
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Berlim deu um bom exemplo em como aumentar a utilização de transportes alternativos Thomas Peter/Reuters

Berlim, seguida de Estocolmo e Copenhaga, é a cidade europeia que mais trabalha para melhorar a qualidade do ar, segundo uma lista divulgada hoje e que avalia o desempenho de 17 urbes. Roma surge em último.

O primeiro lugar desta lista vai para Berlim, um reconhecimento dos seus esforços para reduzir a emissão de partículas poluentes para a atmosfera e para reduzir a utilização dos automóveis. “Berlim deu um bom exemplo de uma estratégia a longo prazo para tirar as pessoas dos seus carros e pô-las nos transportes públicos, em bicicletas ou a caminhar”, escreve uma das entidades responsáveis pela lista, o European Environmental Bureau (EEB).

Estocolmo e Copenhaga seguem-se a Berlim, por terem os melhores incentivos económicos, como taxas para os veículos que entrem nas cidades e medidas relativas ao estacionamento.

No extremo oposto surgem Roma, Milão e Dusseldorf. A meio da lista estão Viena, Zurique, Amesterdão, Lyon, Glasgow, Graz, Paris, Bruxelas, Londres, Madrid e Estugarda.

“A má qualidade do ar é um grave problema na maioria das cidades europeias”, lembra o EEB. Na verdade, nas cidades mais poluídas, a esperança média de vida foi reduzida, em média, em dois anos. Na União Europeia, a poluição do ar custa cerca de 500 mil mortes prematuras todos os anos. Em termos económicos, custa entre 277 e 790 mil milhões de euros por ano.

Esta lista foi elaborada por uma coligação de organizações não governamentais de ambiente, coordenada pelos Amigos da Terra na Alemanha em cooperação com o EEB. As 17 cidades foram escolhidas por serem semelhantes a nível dos problemas de qualidade do ar, níveis de poluição, importância política, dimensão ou porque têm boas práticas. A lista baseou-se em critérios como gestão de trânsito, transportes públicos, informação ao público e medidas técnicas e as cidades foram avaliadas por aquilo que fizeram entre 2005 e 2010.