Taxar fast food e outros tipos de lixo alimentar seria uma forma de financiar SNS, defende bastonário Pedro Cunha
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Taxar fast food e outros tipos de lixo alimentar seria uma forma de financiar SNS, defende bastonário Pedro Cunha

Vamos criar um imposto sobre hambúrgueres e afins?

Bastonário da Ordem dos Médicos defendeu criação de imposto sobre "fast-food" para financiar o Serviço Nacional de Saúde

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, defendeu a criação de um imposto sobre "fast food" e "dezenas de variedades de outro lixo alimentar" para financiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Um duplo cheeseburger e um pacote de batatas fritas equivalem a 2200 calorias e é preciso uma maratona” para queimar este nível de calorias, afirmou José Manuel Silva, que incluiu também o sal nos produtos a taxar.

O bastonário não tem dúvidas que esta medida irá ter a oposição da indústria agro-alimentar mas defende que este “imposto selectivo” seria uma alternativa a mais cortes no sector.

"Não é possível mais cortes"

“Sabemos que é preciso poupar mas não é possível mais cortes sem pôr em causa a qualidade dos serviços”, afirmou José Manuel Silva, num discurso em que teceu duras críticas à classe política e aos governantes que levaram o país ao estado em que ele se encontra.

O bastonário falava na cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação entre a Direcção-Geral de Saúde (DGS) e a Ordem dos Médicos (OM), realizada no dia 5 de Setembro, com o objectivo de assegurar a colaboração “formal” entre estas duas entidades no âmbito da qualidade no sistema de saúde.

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