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Não há árbitro para o Beira-Mar-Sporting

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A 24 horas do jogo entre Beira-Mar e Sporting, não há árbitros disponíveis para dirigir o encontro, depois de João Ferreira se ter recusado a apitar, por causa de notícias a dar conta da indignação do clube de Alvalade pela nomeação do setubalense.

Os 25 árbitros da 1.ª categoria não estão disponíveis para dirigir o encontro. A Liga solicitou à Federação Portuguesa de Futebol a indicação de um árbitro das categorias inferiores, mas o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já revelou ao PÚBLICO que o órgão a que preside não se vai “meter” na escolha de um árbitro para o Beira-Mar-Sporting.

“Dos contactos que fiz com os meus colegas do Conselho de Arbitragem, decidimos que não nos vamos meter nisso”, disse ao PÚBLICO Carlos Esteves, quando questionado se a FPF iria indicar um árbitro para o jogo. "As competições profissionais não são da nossa responsabilidade, são da Liga", acrescentou.

Carlos Esteves revelou ainda ter recebido telefonemas de “meia dúzia de árbitros da segunda categoria a dizerem que não estavam disponíveis para arbitrar o jogo”.

Na ausência de um árbitro nomeado para o jogo deste domingo (18h15) em Aveiro, os delegados das duas equipas terão de encontrar na bancada alguém qualificado (de preferência, um árbitro oficial) para dirigir o encontro, explicou ao PÚBLICO Luís Guilherme, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), sublinhando que esta situação ocorre "centenas de vezes" nos jogos distritais.

Caso não seja possível recorrer a um espectador (com qualificações de arbitragem ou não), os regulamentos prevêem que, em último caso, sejam os capitães das respectivas equipas a substituírem-se ao árbitro, acrescentou Luís Guilherme.

"O facto de não haver árbitros não é motivo para não se realizar uma partida", referiu o líder da APAF, salientando, no entanto, que só um eventual acordo entre a Liga e os clubes envolvidos poderá levar a um adiamento do encontro.

Existe ainda a hipótese de poder ser chamado um árbitro estrangeiro para dirigir o jogo, mas Luís Guilherme considera o cenário "pouco plausível", já que ao tomarem conhecimento da situação em Portugal qualquer árbitro "irá solidarizar-se com os juízes portugueses" e recusar ocupar os seus lugares.

Notícia actualizada às 17h30