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O anterior atelier de Patrícia Santos evoluiu para este espaçoLuís Efigénio/N Factos
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Luís Efigénio/N Factos

Há Gato no Porto

O Aqui Há Gato, no Porto, entra na sua segunda vida: já é bar e mantém as suas raízes de casa das artes.

Que ali há gato, nós não duvidamos. A nossa única objecção é a quantidade: ali há gato, ali há gatos. Há-os de ferro, em pé, deitados; há-os de carne e osso, mas aqui temos de confiar no que nos dizem.

Não os vimos, nem sequer a ninhada que se abriga no fundo do quintal. Mas já nos estamos a adiantar.

Ainda não chegamos às traseiras inesperadamente bucólicas da Rua de D. Manuel II, centro do Porto de olhos postos nos jardins do Palácio de Cristal (que já não é de cristal nem palácio, Pavilhão Rosa Mota, portanto).

Entramos no Aqui Há Gato como quem entra numa casa, inesperadamente aberta à rua: a porta e a janela-montra, por onde se espreita para uma quase sala de estar: sofás, de ferro negro e almofada bege, aparador de ferro com flores numa jarra, floreira de vários andares com plantas, uma instalação que parece uma antiga alfaia agrícola com um "homem" de ferro sentado, candeeiros e gatos espalhados nas superfícies, um baú.

A parede, lilás escuro, e três degraus de pedra completam este primeiro cenário. Não é sala de estar nem esta é uma casa no sentido de lar - mas até é uma boa simulação. E uma reencarnação. A segunda deste Aqui Há Gato, que nasceu há um ano para os lados do Carvalhido. No início era para ser apenas o atelier de Patrícia Santos, com um bar a funcionar.

"Quando os meus contratos de trabalho terminaram, pensei criar o meu próprio posto de trabalho", lembra. Porém, esse projecto foi "frustrado" - como havia colegas na mesma situação (isto é, desempregados), o que seria um atelier de artes plásticas, a área de formação de Patrícia, tornou-se num projecto multidisciplinar, com os contributos dos tais colegas com percursos na área da dança e música.

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