Sporting perde com o Málaga no Ramón Carranza

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Diego Rubio marcou o único golo do Sporting frente ao Málaga Nuno Ferreira Santos (arquivo)

Defesa permeável, meio-campo sem capacidade de construção ou de pressão e um ataque sem poder de fogo eram características que os “leões” já não deviam apresentar (ou, pelo menos, não serem tão pronunciadas) nesta altura.

Tudo bem que foi contra uma equipa espanhola vitaminada com petrodólares que deram para jogadores como Ruud van Nistelrooy ou Santi Cazorla, mas não deixou de ser uma derrota e uma exibição muito fraca. Apenas alguns bons apontamentos do recém-chegado Jeffren e de Diego Rubio.

Domingos Paciência apostou num esquema com dois avançados (Postiga e Van Wolfswinkel), alimentados por Diego Capel e Yannick nas alas, com André Santos e Schaars no meio-campo. Por alguns minutos, os “leões” até pareceram tranquilos no jogo. André Santos até teve um remate perigoso logo aos 8’ - Willy defendeu com dificuldade - e Wolfswinkel até apareceu isolado na área do Málaga aos 10’ - a bola bateu-lhe na canela e saiu - após passe de Postiga, mas foi o melhor que o Sporting fez na primeira parte. Os espanhóis aproveitaram da melhor maneira as falhas de posicionamento e a descoordenação da defesa “leonina” para fazerem o marcador funcionar.

Aos 23’, Van Nistelrooy ameaçou com um remate que entrou na baliza de Patrício mas que não foi golo porque estava em fora-de-jogo. Aos 35’, Júlio Baptista apareceu sozinho na área sportinguista e cabeceou para o 1-0, após cruzamento do português Eliseu. Aos 42’, Van Nistelrooy mostrou que, mesmo com 35 anos, ainda pode ser um jogador decisivo. O holandês recebeu a bola na área, desembaraçou-se de Onyewu e fez o 2-0.

Para a segunda parte, Domingos começou a rodar os jogadores e a equipa melhorou um pouco. Diego Rubio voltou a mostrar-se como uma opção muito válida, concluindo de forma perfeita um passe de Rinaudo que ultrapassou a defesa do Málaga. O jovem chileno recebeu a bola, não se atrapalhou com a proximidade de dois adversários e marcou o único golo do Sporting no jogo aos 57’. Jeffren também entrou no jogo e mostrou bastante mais que o seu compatriota Capel. No melhor periodo do Sporting, o Málaga voltou a marcar aos 76’, com Júlio Baptista a voltar a aparecer sem marcação na área “leonina”

POSITIVORubio

Mais um bom jogo do jovem chileno e mais um golo. Foi um dos responsáveis pela segunda parte muito razoável do Sporting, bem melhor que os dois avançados titulares.

Jeffren

Foi o que chegou há menos tempo, mas não engana. O ex-Barcelona foi o mais rematador do Sporting e sofreu uma falta dentro da área que devia ter sido penálti.

NEGATIVODefesa do Sporting

Depois do Valência em Alvalade, mais um jogo a sofrer três golos. Onyewu é lento, mas não foi o único culpado. Os outros centrais, supostamente mais ágeis, também tiveram culpas e os laterais nunca se entenderam com os rápidos extremos do Málaga.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Ramón de Carranza, em Cádiz.


Assistência Não disponível.


Sporting

Rui Patrício, J. Pereira, Rodríguez, Onyewu (Carriço, 46’), Evaldo, André Santos, Yannick Djaló (Jeffren, 46’), Schaars (A. Martins, 58’), Capel (Carrillo, 46’), Hélder Postiga (Rinaudo, 46’) e Wolsfwinkel (D. Rubio, 58’). Treinador Domingos Paciência.

Málaga

Willy Caballero, Gámez, Demichelis, Mathijsen (Stadsgaard, 81’), Eliseu, Toulalan, Joaquín (POrtillo, 77’), Apoño, Cazorla (Buonanotte, 67’), Júlio Baptista (Juanmi, 89’)e Van Nistelrooy (Rondon, 67’). Treinador Manuel Pellegrini.

Árbitro

Péres Montero.

Amarelos

Postiga (25’), Schaars (27’), Onyewu (34’), Toulalan (38’), Portillo (80’).

Golos

1-0, por Júlio Baptista, aos 35’; 2-0, por Van Nistelrooy, aos 42’; 2-1, por Diego Rubio (62’); 3-1, por Júlio Baptista, aos 70’.