Presidenciais

Campanha de Cavaco gastou 1,79 milhões de euros, menos de metade do valor legal

Cavaco cumpriu a promessa que tinha feito de reduzir os custos da campanha
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Cavaco cumpriu a promessa que tinha feito de reduzir os custos da campanha Nuno Ferreira Santos

A candidatura de Cavaco Silva às eleições presidenciais de Janeiro gastou na campanha um total de 1,79 milhões de euros, menos de metade do limite legal máximo, tendo utilizado apenas 16,2 por cento da subvenção estatal.

Em comunicado enviado à agência Lusa assinado pelo mandatário financeiro, Vasco Valdez, e pelo director de campanha, Luís Palha, a candidatura de Cavaco Silva informa que foram hoje apresentadas à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos as contas relativas à campanha para as presidenciais de 23 de Janeiro.

"O montante das despesas totalizou 1.791.576,90 euros - 42,1 por cento do limite legal máximo - cumprindo-se, assim, a orientação do Professor Aníbal Cavaco Silva no sentido de que 'a despesa total da campanha não ultrapasse metade do valor permitido pela lei actualmente em vigor'", lê-se no comunicado.

Segundo a mesma nota, os donativos de particulares cobriram a maior parte das necessidades de financiamento da campanha, tendo representado 83,5 por cento do total de despesas.

Assim, a candidatura de Cavaco Silva "utilizou apenas 16,2 por cento da subvenção estatal que corresponderia ao resultado eleitoral obtido", sendo que o saldo das contas apurado, incluindo a subvenção estatal provisoriamente recebida, "foi já devolvido à Assembleia da República: 158.423,10 euros.

Já em 2006 a candidatura de Cavaco Silva tinha ficado abaixo do orçamento, gastando 3,2 milhões de euros, quando estavam previstos 3,7 milhões de euros no orçamento de campanha. O excedente de 740 mil euros, proveniente de donativos particulares (o candidato rejeitou qualquer subvenção partidária) foi doado a instituições de solidariedade social.

Cavaco Silva venceu as eleições presidenciais de 23 de Janeiro de 2011 com 52,95 por cento dos votos, tendo sido eleito para um segundo mandato, seguido de Manuel Alegre (19,74%), Fernando Nobre (14,07%), Francisco Lopes (7,14%), José Manuel Coelho (4,51%) e Defensor Moura (1,59%).

Notícia actualizada às 12h39