Saúde

Deco encontrou 12 fontes com água imprópria para consumo

A Deco diz que nenhum fontanário deveria estar disponível sem garantir requisitos mínimos
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A Deco diz que nenhum fontanário deveria estar disponível sem garantir requisitos mínimos Foto: Adriano Miranda/arquivo

A Deco estudou 35 fontanários espalhados pelo país e concluiu que 12 deles estão a jorrar água imprópria para consumo e deviam estar fechados, com níveis demasiado elevados de chumbo, alumínio e contaminação bacteriológica.

Os fontanários na “lista negra” da associação de defesa do consumidor estão em Loulé (Faro), Vale de Cambra (Aveiro), Baião (Porto), Viseu, Abrantes e Santa Iria da Ribeira de Santarém (Santarém), Almeida (Guarda), Caneças (Lisboa), Santa Clara do Louredo (Beja), Quinta da Ortiga (Setúbal), Elvas e Nisa (Portalegre).

De acordo com o estudo da Deco - que será publicado na revista “PROTESTE” Julho/Agosto - em Caneças, Odivelas, a água excede o limite máximo de chumbo e alumínio.

Em Abrantes, os valores de manganês, metal pesado perigoso por acumular-se no organismo, são elevados. Nas restantes 10 (Almeida, Baião, Beja, Elvas, Loulé, Nisa, Santarém, Santiago do Cacém, Vale de Cambra e Santa Maria de Viseu), há contaminação bacteriológica por E. Coli, Enterococus, Clostridium Perfringens ou coliformes fecais.

“Febre, diarreia e vómitos são sintomas comuns, típicos de gastroenterite e intoxicação alimentar. Infecções urinárias e, mais raramente, endocardite bacteriana, são também efeitos dessa contaminação. Crianças, idosos e indivíduos debilitados podem ser os mais afectados”, salienta a Deco.

Na sua opinião, “nenhum fontanário deveria estar disponível sem garantir requisitos mínimos de potabilidade da água”. As autoridades regionais (câmaras municipais, juntas de freguesia e delegações de saúde) já estão a par dos resultados. A Deco sugere que a situação poderia ser melhorada com a ligação dos fontanários à rede pública de abastecimento e a instalação de torneiras com temporizador.

“É necessário mudar a actual legislação para evitar situações dúbias sobre a responsabilidade na gestão das fontes e a qualidade da água que fornecem. O fecho é a solução limite. Pode ser impopular, mas é mais seguro do que o aviso de “’água não controlada”.