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Vítor Pereira: “O André não ganhou sozinho e eu estou onde sempre sonhei estar”

Vítor Pereira já fala à FC Porto
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Vítor Pereira já fala à FC Porto Foto: Fernando Veludo/nFactos

O novo técnico tem um contrato de dois anos e uma cláusula de rescisão de 18 milhões de euros, o “sucessor natural de André Villas-Boas”, como foi apresentado, prometeu continuar a trabalhar “com competência para engrandecer o clube”.

O novo treinador do FC Porto afirmou nesta terça-feira que o clube “vai continuar a ganhar e a valorizar-se pelo mundo fora”, logo após ter sido apresentado no Estádio do Dragão por Pinto da Costa, presidente dos “dragões”.

O novo técnico confirmou que foi convidado pelo seu anterior líder para o acompanhar na ida para o Chelsea (Inglaterra), mas preferiu ficar: “O meu compromisso era com o FC Porto, pois sinto-me um ‘treinador Porto’. E ele compreendeu perfeitamente”.

Questionado sobre o peso da herança que recebe após um ano de conquistas com Villas-Boas ao comando dos “dragões”, Vítor Pereira respondeu: “É uma herança da qual também faço parte e com a qual estou habituado a lidar”.

“Sinto-me perfeitamente à vontade com o passado recente e ainda bem que é assim grande”, disse o novo treinador, para quem “o FC Porto vem de uma época maravilhosa”, sendo necessário “dar continuidade a esse trabalho” e cumprir o destino de “ganhar”.

Vítor Pereira, ladeado por Pinto da Costa e com o “estado-maior” da SAD na primeira fila da plateia do auditório do Estádio do Dragão, insistiu: “A probabilidade de continuar será grande e os sócios podem esperar isso de nós”.

“A equipa pode crescer ainda mais e evoluir em determinados aspectos”, afirmou o novo treinador, que acredita “estarem todos preparados para os desafios que se seguem”.

Sobre a saída do seu antecessor e o possível abalo que isso possa provocar no grupo de trabalho, Vítor Pereira foi firme: “Por este clube passaram grandes treinadores, que fizeram história. O André fez a sua, da qual me orgulho de ter feito parte”.

“O que passou, passou. O clube vai continuar a ganhar, os jogadores vão perceber que o processo e a estrutura do FC Porto é muito forte e não vão sentir qualquer problema”, complementou.

O tema da sucessão manteve-se no diálogo com os jornalistas, ao que Vítor Pereira não fugiu: “O André não ganhou sozinho. A partilha de experiências foi grande, ambos bebemos das experiências de cada um e agora vamos continuar a trabalhar e a acreditar que podemos evoluir ainda mais”.

O novo treinador portista sorriu quando lhe perguntaram se estava na sua “cadeira de sonho” (conforme Villas-Boas antes se havia referido ao papel de treinador dos “dragões”), ao que respondeu: “Estou onde sempre sonhei estar”.

“Este é um objectivo de vida que não é só meu, mas sim de todos os treinadores: a valorização profissional. E não há melhor clube que este para poder ter êxito”, argumentou a propósito.

Vítor Pereira revelou ainda que a administração portista lhe traçou como objectivo a conquista do campeonato nacional: “O objectivo fundamental é o campeonato. O que me pediram foi o título e a preparação da equipa para ganhar todos os jogos em todas as competições”.

“O FC Porto não é apanhado desprevenido, não acreditem nisso”, disse a propósito da sucessão, confirmando as palavras de Pinto da Costa sobre o assunto: “Um clube que ganha tanto não se pode permitir a decisões rápidas de um dia para o outro, do género: lembraram-se do Vítor Pereira”.