Câmara do Porto apresentou o Plano Municipal de Juventude "versão 2.0"

Documento contempla 130 medidas em áreas como a educação, o desporto, o associativismo e o lazer

O vice-presidente da Câmara do Porto e vereador do Ambiente e Juventude, Álvaro Castello-Branco, afirmou ontem que há "três grandes eixos" que estruturam o Plano Municipal de Juventude versão 2.0, que ontem apresentou: "Elevar o nível educacional dos jovens; prepará-los para as novas exigências do mercado de trabalho; e rejuvenescer a cidade, através do incentivo à fixação da população juvenil."

O plano foi apresentado no início do Encontro de Juventude que começou ontem no Edifício Transparente, promovido pelo pelouro da Juventude da câmara, em parceria com a Federação Académica do Porto (FAP).

São cerca de 130 as medidas que compõem esta nova versão do Plano Municipal de Juventude, documento que o PÚBLICO solicitou, sem sucesso, à autarquia. Segundo Castello-Branco, a "versão 2.0" "prossegue prioridades programáticas do primeiro plano lançado em 2009" e que incidem sobre os seguintes aspectos da realidade juvenil: educação, formação, emprego e empreendedorismo, inovação social, cultura, lazer e desporto, promoção social, associativismo e cidadania e a criatividade". O documento também prevê o desenvolvimento de novos serviços culturais e de animação, o aumentar da oferta de espaços desportivos e de lazer.

Referindo-se à crise que o país atravessa, o presidente da FAP, Luís Rebelo, disse acreditar que a "única saída" para os jovens e para Portugal é "apostar na educação e na formação de qualidade". "Acredito que mais do que uma geração à rasca temos um país à rasca, mais do que jovens desempregados temos jovens descrentes nos anos que se avizinham e estamos num país mergulhado numa crise mais do que financeira, porque também é económica e social", acrescentou.

Integrado na programação do Ano Internacional da Juventude, o Encontro de Juventude do Porto prosseguiu com os testemunhos dos embaixadores do Ano Internacional da Juventude. Dora Henriques, investigadora na área da biodiversidade, de 22 anos, e Francisco Silva, estudante universitário premiado na área da biologia, de 18 anos, aconselharam os cerca de 50 jovens presentes a escolherem uma profissão de que realmente gostem e a não pensarem no desemprego. "Se gostarem mesmo do que fazem, vão ter sempre trabalho", reforçou Francisco Silva, numa mensagem optimista.