Passos Coelho defendeu revitalização da Linha do Corgo

Pedro Passos Coelho é cabeça de lista pelo círculo de Vila Real
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Pedro Passos Coelho é cabeça de lista pelo círculo de Vila Real Daniel Rocha/arquivo

O presidente do PSD defendeu hoje a revitalização da Linha do Corgo, entre a Régua e Vila Real, considerando que é um pequeno investimento que faz mais sentido do que a alta velocidade.

Pedro Passos Coelho, cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Vila Real e ainda presidente da Assembleia Municipal (AM) da capital deste distrito, passou hoje o dia numa acção de pré campanha eleitoral que o levou ao Peso da Régua, à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar.

Durante a visita, o líder social-democrata disse defender a revitalização desta linha e garantiu ter insistido "muito nisso", lembrando que, no papel de presidente da AM de Vila Real aprovou um voto de recomendação para que o "Governo retome aquilo a que se tinha comprometido".

Passos Coelho afirmou ainda que o foi o próprio Estado que "pagou para desmantelar o pouco que havia" na linha do Corgo.

Encerrada desde Março de 2009 pelo Governo PS que alegou razões de segurança, a linha que ligava a Régua e Vila Real deveria ter sido alvo de um investimento de 23,4 milhões de euros em obras de reparação e reabrir até ao final de 2010.

Só que as obras pararam após o desmantelamento dos carris, ficando no lugar da linha férrea um estradão de terra batida.

"Quando a linha foi encerrada à circulação, o Governo assumiu que era temporariamente. A verdade é que o tempo vai passando e o Governo faz o facto consumado de vir dizer agora, como estamos em grandes dificuldades financeiras, que já não se poder fazer a remodelação que estava prevista", frisou.

Ora, na opinião do presidente do PSD, o que "não pode acontecer" é as que as pessoas "nem fiquem com o serviço nem com a linha melhorada". Isto porque, referiu, as populações que eram servidas pelo comboio "não têm outra forma de comunicação".

"Ora isso não pode ser. Nós precisamos de ter investimento de mais proximidade que crie mais emprego e seja mais produtivo e investir menos em coisas onde se fizeram mal as contas e que vão provocar prejuízos de milhões e milhões de euros que nos vão custar muito a pagar nos próximos anos", sublinhou.