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A equipa de Villas-Boas não sabe fazer outra coisa que não ganhar

Walter (aqui em posição acrobática) marcou o terceiro golo portista
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Walter (aqui em posição acrobática) marcou o terceiro golo portista DR

Três dias depois de ter goleado o Villarreal na primeira mão das meias-finais da Liga Europa, o FC Porto foi a Setúbal somar mais uma vitória (4-0) no campeonato. Mesmo com uma equipa composta por jogadores menos utilizados – da partida europeia contra os espanhóis restaram Otamendi, Álvaro Pereira e Guarín entre os titulares – os “dragões” não tiveram dificuldades em controlar o jogo.

Esta foi a 26.ª vitória do FC Porto na Liga (em 28 jornadas) e a 14.ª consecutiva no conjunto das competições. A formação orientada por André Villas-Boas está a protagonizar uma temporada que banaliza a vitória: em 53 jogos oficiais disputados ganhou 46 – ou quase 87 por cento.

Por seu lado, o Vitória de Setúbal entrou em campo sabendo que todos os adversários que tem imediatamente acima na classificação tinham garantido matematicamente a manutenção. Os sadinos não têm um calendário fácil no que falta para terminar o campeonato – segue-se uma visita ao Sporting e depois a recepção ao Portimonense, um jogo que ainda pode ser fulcral nas contas da permanência.

A resistência da equipa orientada por Bruno Ribeiro durou pouco mais de dez minutos. Diego foi traído por Valdomiro, que sem pressão de qualquer adversário desviou para a própria baliza o cruzamento de James. E um jogo até aí equilibrado começou a pender para o lado dos visitantes.

O Vitória procurou incomodar a baliza do FC Porto com a precipitação de quem ainda não pode respirar tranquilamente mas já vê os adversários descansados no que à luta pela manutenção diz respeito. Pitbull, num canto directo (15’), obrigou Beto a fazer uma boa defesa no melhor que os anfitriões fizeram no primeiro tempo.

A equipa da casa, melhor a atacar que a defender, não criou oportunidades flagrantes de golo e ainda sofreu o segundo nos descontos da primeira parte. Otamendi – que pouco antes tinha sido providencial a evitar um remate de Jaílson – foi à área contrária apontar o 2-0. James Rodríguez cobrou o canto e, perante a passividade dos defesas, o argentino saltou e cabeceou para o fundo da baliza.

Na segunda parte o domínio do FC Porto acentuou-se. Guarín (47’) e Mariano (51’) fizeram as primeiras ameaças e, depois de um golo anulado, o terceiro surgiu mesmo, pelos pés de Walter. O avançado brasileiro só teve de empurrar (56’) após uma excelente combinação de Guarín com James Rodríguez.

Depois do 3-0 viu-se o melhor Vitória na partida: lançado em velocidade, Jaílson encarou um adversário e rematou cruzado, com a bola a passar muito perto do poste. Pouco depois, o mesmo jogador atirou para boa defesa de Beto. Aos 71’, numa oportunidade soberana, Pitbull viu Beto defender uma grande penalidade.

O FC Porto controlou a partida até ao final – até deu para Villas-Boas substituir Beto por Kieszek, para o guarda-redes polaco também se sagrar campeão. E, já nos descontos, Varela apontou o 4-0 após erro de Valdomiro. Os “dragões” ficam com 80 pontos, mais 21 que o Benfica e mais 35 que Sporting de Braga e Sporting.

Positivo e Ngeativo+James Rodríguez
e Guarín

Os dois colombianos 
do FC Porto (Falcao, o terceiro, não jogou) estiveram em grande nível no Bonfim. Excelente combinação entre 
os dois na jogada que dá 
o 3-0 a Walter.


Sereno

Com o castigo aplicado a Sapunaru, surgiu no lugar de lateral direito e protagonizou uma exibição positiva, não dando hipóteses aos adversários que lhe foram surgindo pela frente.


- Valdomiro

O defesa do Vitória teve uma noite para esquecer. Inaugurou o marcador com um golo na própria baliza, e a partir daí acumulou erros atrás de erros que permitiram ao FC Porto fazer crescer o resultado. O último resultou no quarto golo dos “dragões”.


Notícia actualizada às 23h03
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