Governo quer apresentar em Maio modelo de gestão que rentabilize baldios

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Os baldios representam cerca de 330 mil hectares da floresta portuguesa Foto: Daniel Rocha/arquivo

O Governo pretende apresentar até ao final de Maio um modelo de gestão dos baldios que permita rentabilizar mais aqueles terrenos, disse ontem o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural.

“Nesta altura Portugal necessita criar mais riqueza interna. Estes terrenos comunitários [baldios] podem fazê-lo, sendo criadas condições para criar mais e melhor floresta”, justificou Rui Pedro Barreiro.

O secretário de Estado falava depois de uma reunião da Comissão de Acompanhamento do Programa Nacional para a Valorização dos Territórios Comunitários, na qual foi debatido um conjunto de propostas de rentabilização dos terrenos baldios.

A delimitação dos baldios, o recenseamento de todas as comissões de compartes (entidades que gerem estes terrenos) e a procura de novas formas de gestão dos terrenos, foram os principais temas discutidos na reunião.

“Queremos tornar este processo mais transparente e actual. Acreditamos que é possível avançar com outras formas de gestão que possam rentabilizar mais os terrenos baldios”, apontou.

O governante adiantou que a gestão poderá ser entregue a entidades administradoras de baldios, cooperativas, autarquias ou ainda a empresas privadas.

Rui Pedro Barreiro referiu ainda que as propostas para a gestão dos baldios vão ser estudadas até ao final do Maio por um grupo de trabalho específico.

De acordo com o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, os terrenos baldios representam cerca de 330 mil hectares da floresta portuguesa, estando registadas 802 unidades de terreno com estas características.

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