Previsões apontavam para um défice de 4,6 por cento em 2011

Troika está a ponderar alivio no ritmo da redução do défice

O défice de 2010 foi revisto para 9,1 por cento; o de 2011 pode ultrapassar os 4,6 por cento
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O défice de 2010 foi revisto para 9,1 por cento; o de 2011 pode ultrapassar os 4,6 por cento PÚBLICO (Arquivo)

A hipótese de o défice orçamental de Portugal em 2011 superar a meta prevista de 4,6 por cento está em cima da mesa das negociações que o Governo está a estabelecer com os peritos da Comissão Europeia, FMI e Banco Central Europeu. A notícia é avançada hoje pelo Jornal de Negócios que adianta, ainda, a hipótese de adiar para 2013 o objectivo de atingir a meta do défice de três por cento do PIB.

Em Maio do ano passado, após o resgate da Grécia, Portugal apresentou medidas de consolidação orçamental adicionais e comprometeu-se a reduzir o défice orçamental de 2009, de 9,4 por cento para os 7,3 por cento em 2010 e para os 4,6 por cento em 2011. E que o objectivo final de chegar a um défice de três por cento seria atingido em 2013.

O défice de 2010 já foi, entretanto, revisto em alta, depois de incorporar algumas empresas de transporte e as imparidades do BPN e do BPP, e, mais recentemente, os investimento rodoviários de três parcerias público-privadas. Está actualmente em 9,1 por cento do PIB.

A possibilidade de flexibilizar os compromissos assumidos com a Comissão Europeia está agora em cima da mesa. O objectivo de fechar o ano de 2011 com um défice de 4,6 por cento havia sido considerado "perigosamente ambicioso" por vários especialistas e mesmo por altos dirigentes do Estado.

Os parceiros sociais, que têm vindo a apresentar um vasto caderno reivindicativo aos peritos externos no sentido de ser permitida alguma folga para medidas de incentivo ao crescimento económico, confirmaram ao Jornal de Negócios que a troika está sobretudo focada no cumprimento das metas para 2013.