Nuclear

Ucrânia consegue 550 milhões de euros para construir novo sarcófago em Tchernobil

A União Europeia avança com 110 milhões de euros
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A União Europeia avança com 110 milhões de euros Foto: Gleb Garanich/Reuters

Vários países aceitaram hoje ajudar a Ucrânia com 550 milhões dos 740 milhões de euros necessários para a construção de um novo sarcófago para Tchernobil. O actual, com fissuras e buracos, deixou de ser seguro.

“Isto foi o que conseguimos reunir em conjunto, 550 milhões de euros. E consideramos que este ainda é um montante preliminar”, informou o Presidente ucraniano Viktor Yanukovich, em Kiev, citado pela agência Reuters, depois de uma reunião de representantes de 50 países. A União Europeia avança com 110 milhões de euros, informou ontem o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

O primeiro-ministro francês, François Fillon, considera que este resultado foi um “verdadeiro teste à comunidade internacional”, “25 anos depois de Tchernobil e num momento em que o Japão enfrenta um terrível acidente nuclear”, citou a agência AFP.

Vinte e cinco anos depois do acidente nuclear, a Ucrânia prepara a construção de um novo sarcófago, até 2015, que irá isolar o reactor 4 até ao final do século. No seu interior ainda estão centenas de toneladas de material radioactivo.

O primeiro sarcófago, construído em cima do reactor danificado oito meses depois do acidente, tem fissuras e buracos e já não é considerado seguro. Agora, a nova estrutura de isolamento terá 105 metros de altura e 29 mil toneladas de metal, quase três vezes o peso da Torre Eiffel, em Paris. Este novo sarcófago será construído ao lado do reactor e só depois será colocado no local definitivo, para garantir a segurança dos trabalhadores.

O acidente nuclear aconteceu a 26 de Abril de 1986, quando uma explosão e incêndio libertaram para a atmosfera grandes quantidades de radioactividade. A nuvem radioactiva chegou à Europa.

Prypyat, a cidade mais próxima da central de Tchernobil e dentro da zona de exclusão de 30 quilómetros, continua a ser uma cidade fantasma, ao abandono. Segundo o Ministério ucraniano da Economia, serão precisos mais 575 anos para que o território seja considerado totalmente livre de radioactividade.