Teresa Villaverde (n. 1966) sobre Jean-Luc Godard

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É emocionante saber que há um Godard que nunca vi e que vou ver.

"O cinema do Godard vem sendo cada vez mais estilhaçado, a narrativa foi sendo cada vez mais quebrada até desaparecer por completo para dar lugar a uma força que talvez só possa ser própria do cinema. O uso que faz da imagem e do som é inebriante para quem gosta de cinema. É um cinema equiparado à poesia, à música, às descobertas científicas e às explosões no espaço. Sinceramente, é assim que o vejo. 

É emocionante saber que há um Godard que nunca vi e que vou ver. O seu cinema é também mobilizador, saio sempre da sala onde vejo um filme seu com vontade de trabalhar, com alegria, é por esse lado, por essa força que transmite que me sinto influenciada por Godard. É um cinema  áspero quando ele o quer áspero, suave quando  ele o quer suave e por momentos pára tudo para  ser só beleza. Um plano que não tenha uma  marca, uma razão, uma energia própria,  é um plano que não tem que entrar num filme.  Em Godard penso que quando falamos de planos, falamos de planos visuais e de planos sonoros. Penso que essa é também uma grande lição de Godard."