Para uso pedonal e de bicicletas

Requalificação de ponte na Régua custa 1,6 milhões de euros

As pontes sobre o Douro, na Régua
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As pontes sobre o Douro, na Régua Foto: Manuel Roberto/arquivo

A requalificação da desactivada ponte metálica sobre o Douro, na Régua, começou esta semana e, ao longo de nove meses, serão gastos 1,6 milhões de euros na recuperação desta estrutura para uso pedonal e de bicicletas.

O presidente da Câmara Municipal da Régua, Nuno Gonçalves, disse hoje que a ponte, construída em 1872, vai ser recuperada nos moldes originais.

A obra junta a Estradas de Portugal (EP) e a autarquia e insere-se no "Frente Douro", um projecto do município que quer melhorar a relação da cidade com o rio e atrair investimento. O custo do "Frente Douro" vai ascender aos dez milhões de euros, verba elegível no âmbito de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional, e junta vários parceiros públicos e privados.

A ponte metálica está, segundo o presidente daquela autarquia, "em grande degradação" e, por isso, "é uma nódoa" na cidade da Régua. O objectivo da intervenção é tornar este património num "atractivo turístico" e num "ex-líbris". "As pontes são uma marca da cidade", sublinhou.

Nuno Gonçalves reconheceu ter tido "sérias preocupações" quanto à concretização da obra por causa dos "problemas económicos" que o país está a atravessar. "Mas depois de conversarmos com a EP ainda bem que se resolveu avançar com a obra", salientou.

As pontes da Régua

A ponte metálica foi construída para servir o tráfego rodoviário. Mesmo ao lado foi entretanto construída uma outra ponte por onde deveria passar o comboio que ligaria a Régua a Lamego. Só que o caminho-de-ferro nunca chegou a ser construído e a ponte ferroviária passou a rodoviária e a metálica foi desactivada.

Nuno Gonçalves referiu ainda que já foi adjudicada a reabilitação da Estrada Nacional 108 (EN108) e incide na intervenção ao longo dos três quilómetros de frente ribeirinha. Esta obra vai custar 4,5 milhões de euros e implica a construção de duas rotundas, novos passeiros, pavimento, lugares de estacionamento, mobiliário urbano, iluminação e arborização. "A EN108 afirma-se como a espinha dorsal da relação da cidade com o rio, que é a base de todo este projecto", afirmou Nuno Gonçalves.

O "Frente Douro" inclui ainda a reabilitação do cais comercial da estação, um edifício em madeira classificado, que vai ser transformado num espaço de venda de vinhos, produtos artesanais e restauração. Esta obra, que deverá ficar a cargo da Refer, vai custar 1,1 milhões de euros e vai funcionar em articulação com a estação de caminho-de-ferro.

Depois caberá à delegação da Régua do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos transformar as plataformas amovíveis do cais fluvial, que, segundo o autarca, sofrem grandes danos aquando das subidas das águas do Douro no Inverno, em cais rígidos.

"Pretendemos que o 'Frente Douro' se constitua como uma âncora para o desenvolvimento da cidade na sua relação com o rio, para a melhoria da qualidade do espaço urbano e para nos tornarmos atractivos e competitivos na captação de novos investimentos", afirmou Nuno Gonçalves.