Negócio de media e <i>online</i> da empresa teve resultado de 1,27 milhões de euros em 2010

Sonaecom estuda cobrança de conteúdos no site do PÚBLICO

A Sonaecom admite que o PÚBLICO poderá começar a cobrar por parte dos conteúdos online
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A Sonaecom admite que o PÚBLICO poderá começar a cobrar por parte dos conteúdos online Miguel Madeira

Cláudia Azevedo, administradora executiva da empresa, avançou hoje que o diário teve uma melhoria de resultados em 2010 e que poderá começar a cobrar por mais conteúdos online.

Na apresentação de resultados da Sonaecom, que atingiu, no ano passado, um lucro recorde de 41,2 milhões de euros, a responsável afirmou ter “muitas expectativas” em relação à componente digital do PÚBLICO.

“Estamos a fazer um esforço grande para aumentar as receitas do Público online”, referiu, acrescentando que esta plataforma tem tido “um crescimento importante de receitas”.
O aumento esperado pela Sonaecom poderá resultar da cobrança dos conteúdos do
site, avançou Claúdia Azevedo, assegurando, porém, que essa decisão não será tomada para a totalidade da informação e serviços prestados online.

“Estamos a olhar para isso, mas será uma estratégia mista porque há uma percentagem de conteúdos que será sempre gratuita e outra que será paga”, explicou. Actualmente, parte dos conteúdos já são pagos, como é o caso dos artigos de opinião publicada em papel, dos suplementos e do arquivo do jornal impresso.

A administradora executiva da Sonaecom, subsidiária do grupo Sonae (proprietário do PÚBLICO), referiu ainda que “brevemente vai haver uma versão paga” para o Ipad.

“Não faz sentido as pessoas não pagarem pelos conteúdos, mas só se faz isso tendo bons conteúdos, conteúdos diferenciadores. Por isso, essa é a nossa aposta”, acrescentou.

O negócio de media e online da Sonaecom, no qual está incluído o PÚBLICO, mas também o site de leilões Miau.pt, encerrou o ano de 2010 com um prejuízo de 1,27 milhões de euros (antes de impostos, juros, depreciações a amortizações).

Um valor que, apesar de negativo, significa uma melhoria “de mais de 50 por cento quando comparado com os 2,66 milhões de euros negativos registados em 2009”, refere a empresa num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Notícia corrigida às 21h13