Freguesia do Castelo é a que tem rendas novas mais altas

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Casas a alugar são cada vez mais

O valor actual das rendas na freguesia do Castelo, em Lisboa, está avaliado em 14 euros por metro quadrado, o mais elevado do índice regularmente elaborado pela publicação Confidencial Imobiliário, destinada a profissionais do sector.

Entre as cinco freguesias avaliadas com o preço mais baixo (nove euros por metro quadrado) estão Benfica, Socorro, Ameixoeira, Charneca e Marvila. Os dados, citados pela agência Lusa, referem-se ao quarto trimestre de 2010. De acordo com os seus responsáveis, a empresa que elabora o índice está certificada e "é especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado, detendo índices e bases de dados exclusivas sobre a oferta e vendas de fogos, com detalhe à freguesia".

Na lista de zonas com preço mais caro no mercado de arrendamento de Lisboa encontram-se, com 13 euros por metro quadrado, as freguesias de São Sebastião da Pedreira, Sacramento, Mercês e Santa Justa.

Numa análise aos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, aquele que tem valor médio mais elevado é o de Cascais (10 euros por metro quadrado), seguido por Oeiras (nove euros/m2). Entre os mais baratos para arrendar estão Alcochete, Moita, Montijo e Palmela, avaliados em cinco euros por metro quadrado, segundo o mesmo índice.

O mercado do arrendamento tem vindo a crescer em Lisboa nos últimos anos, embora o director comercial da imobiliária Era Amoreiras, José Monteiro, tenha afirmado à Lusa que a subida desse negócio registada pela empresa foi de 10 para 15 por cento, um aumento que considerou não significativo.

Segundo a mesma fonte, esse crescimento pode ser explicado pela "dificuldade que alguns compradores têm sentido junto da banca, porque estão a ser colocadas cada vez mais dificuldades ao financiamento" da aquisição de casas.

Do lado dos proprietários, adiantou, encontram-se pessoas com habitações compradas para investimento ou que resultam de heranças. "No centro de Lisboa há empresas com um grande património imobiliário que só trabalham com arrendamento", acrescenta José Monteiro.

O director da empresa nota ainda haver investimento imobiliário de "quem neste momento possui liquidez" e não precisa de recorrer a empréstimos. Essas pessoas "compram casas para depois colocar a arrendar, uma vez que se começa a tornar um mercado apetecível", resume.