Comentário à jornada: O melhor Benfica não chega, o título está há muito entregue

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O Benfica venceu o Vitória de Guimarães por 3-0 e confirmou a subida de forma da equipa Foto: Rafael Marchante

Mas as nove vitórias consecutivas na Liga - 13 em todas as competições - são uma boa notícia apenas para o futuro “encarnado” na Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga. No campeonato, o Benfica está KO desde a quarta jornada. Culpa, claro, do FC Porto.

Se o Benfica ganhar na próxima segunda-feira em Alvalade parte para o último terço da Liga com oito pontos de atraso para o FC Porto. Oito pontos para recuperar em dez jornadas a uma equipa que nas 20 anteriores perdeu apenas quatro. E este campeonato é simples de se resumir: com quatro jornadas, o Benfica já estava a nove pontos do FC Porto e, nas quinze seguintes, apesar de ter ganho por 14 vezes, recuperou um ponto aos “azuis e brancos”.

É verdade que a equipa de Villas-Boas perdeu o esplendor em 2011, mas a fiabilidade de 2010 mantém-se. Com isso, mesmo sem Falcao, os portistas vão ultrapassando, com menor ou maior dificuldade, os obstáculos. Na época passada, na jornada 20, o Benfica tinha 49 pontos. O FC Porto, este ano, com os mesmos jogos, tem 56. E mesmo o melhor Benfica não resiste a isso. O título ficou decidido na quarta jornada.

Hélder Postiga marcou mais dois golos, mas o Sporting voltou a não ganhar e, mais uma vez, Paulo Sérgio ficou com as orelhas a arder no final da partida de Olhão. A insatisfação dos adeptos “leoninos” é compreensível, mas será que num clube sem liderança, sem João Moutinho, sem Miguel Veloso, sem Izmailov e, agora, sem Liedson o terceiro lugar é assim tão mau? Na época passada, com os mesmos jogos, os “leões” tinham menos cinco pontos e, apesar do desinteresse do presidente demissionário, que já nem assiste aos jogos do clube apesar de continuar a ser um assalariado da SAD sportinguista, continua a haver a Liga Europa e a Taça da Liga para disputar.

Pé ante pé, o Paços de Ferreira vai subindo na classificação e já está a apenas três pontos do 4.º lugar. Os pacenses continuam a ser um excelente exemplo de como é possível conciliar uma boa gestão financeira com sucesso desportivo. Com um pé na Liga de Honra está o Portimonense. E a chegada de Carlos Azenha parece ter servido para afundar ainda mais os algarvios.

Ao contrário do que aconteceu em Portimão, na Figueira da Foz a “chicotada” parece ter resultado. Carlos Mozer continua a somar bons resultados na Naval e a esperança na permanência reacendeu-se para os figueirenses.

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