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Governo quer que administração da CGD responda a críticas de Cavaco sobre gestão do BPN

"Compete à administração da CGD defender a sua honra", disse Silva Pereira
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"Compete à administração da CGD defender a sua honra", disse Silva Pereira Miguel Dantas (arquivo)

O Governo não comenta as críticas de Cavaco Silva à administração do BPN por não ter conseguido resolver a situação do banco e serem precisas novas injecções de capital, mas espera que seja a equipa da Caixa Geral de Depósitos a fazê-lo – e rapidamente.

“O Governo não comenta declarações de candidatos presidenciais em campanha eleitoral. Mas quer dizer que foi feita uma acusação muito grave à actual administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), porque é ela a responsável pela gestão do BPN. E naturalmente compete à administração da CGD defender a sua honra. E eu estou certo que o fará, espero que o faça, e o Governo está certo que o fará porque os contribuintes não podem ficar com essa dúvida”, afirmou o ministro da Presidência quando questionado pelos jornalistas sobre o assunto no final da reunião do Conselho de Ministros.

“Contamos que a CGD defenda a sua honra nessa matéria”, vincou Pedro Silva Pereira, considerando que foi “lançada uma dúvida sobre o rigor e a competência da gestão profissional que a administração da CGD está a fazer no BPN. É uma situação muito sensível, envolve dinheiro dos contribuintes e estes não podem ficar com essa dúvida”

Mas o ministro foi mais longe: “O Governo não permitirá, em circunstância alguma, que se procure branquear as responsabilidades da anterior gestão criminosa do BPN - assim considerada pelo Ministério Público e assim em julgamento nos tribunais -, ainda por cima transferindo as responsabilidades de quem levou o banco a essa situação para aqueles que estão actualmente, a muito custo, a tentar resolver um problema que não criaram”.

O ministro fez ainda questão de vincar que a situação do BPN “é muito complexa” e que “não tem rigorosamente nenhuma semelhança com a situação de outros prestigiados bancos europeus que, em virtude da situação de crise financeira, entraram em dificuldades”.

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