Protestos contra suspensão das obras da linha da Lousã

As câmara de Miranda do Corvo e da Lousã e várias estruturas partidárias reagiram ontem com indignação ao anúncio de que a Refer ordenou a suspensão das obras em curso de requalificação da linha da Lousã. A Refer ordenou aos empreiteiros a suspensão dos trabalhos relacionados com a plataforma da linha, assentamento de carris e construção da catenária entre Serpins (Lousã) e Alto de São João (Coimbra).

Para a Câmara de Miranda do Corvo, "o Metro do Mondego é indiscutivelmente uma obra prioritária" e "os investimentos em curso não se destinam a uma nova obra nem à criação de uma qualquer nova linha, mas apenas à conclusão das obras em curso e à reposição de um serviço existente que foi interrompido", refere uma nota da autarquia, citada pela Lusa. O presidente da Câmara da Lousã, o socialista Fernando Carvalho, acusou, por seu lado, o ministro das Obras Públicas e o secretário de Estado dos Transportes de terem um comportamento "indecoroso e de falta de consideração".

Entretanto, o Bloco de Esquerda da Lousã apelou "à indignação dos cidadãos", enquanto o PSD local anunciou a convocação urgente de um plenário de militantes para tomar posição sobre a questão do projecto Metro Mondego.

Sugerir correcção