Cavaco recebe Obama e pede mais investimento americano em Portugal

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Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Após um almoço em Belém que sentou à mesma mesa 22 altas personalidades portuguesas e norte-americanas, Cavaco Silva e Barack Obama fizeram uma declaração conjunta, na qual se falou da NATO. O chefe de Estado português afirmou que no encontro com o homólogo foi feita “uma reflexão sobre a agenda da Cimeira da NATO”, que arranca hoje em Lisboa.

“Portugal e os Estados Unidos pretendem uma Aliança revigorada e capaz de responder de forma eficaz aos desafios e às ameaças que, hoje, se colocam à segurança transatlântica. É esse o objectivo da ampla reforma que será discutida e, esperamos, aprovada na Cimeira de Lisboa”, disse Cavaco.

O Presidente português realçou ainda a “excelente relação política” entre os dois países, para a qual muito contribuiu “a comunidade portuguesa e luso-descendente”, sublinhando ainda que a cooperação entre Portugal e os Estados Unidos “é cada vez mais ampla e diversificada”.

Cavaco salientou o incentivo que é os norte-americanos “acreditarem na capacidade dos portugueses para superarem a crise”, mas deixou críticas ao investimento daquele país em Portugal. “O volume das exportações [portuguesas] para os Estados Unidos está muito longe” do que seria de esperar, tendo em conta a qualidade dos produtos nacionais. Mais, o chefe de Estado defende que “o investimento dos Estados Unidos em Portugal está muito longe do que seria legítimo esperar”.

Em resposta à mensagem de Cavaco Silva, Barack Obama agradeceu a recepção em Lisboa e a cooperação militar portuguesa às tropas norte-americanas no Afeganistão e no Iraque. O norte-americano sublinhou ainda o trabalho feito por Portugal nas áreas das energias renováveis, da ciência e tecnologia, considerando que Portugal e os Estados Unidos podem trabalhar mais neste domínio. “Visamos um aprofundamento da nossa cooperação no comércio, investimento, ciência e tecnologia. Estou muito impressionado com o trabalho notável que Portugal tem feito em áreas como energias limpas, [onde] pensamos que podemos colaborar mais”, disse Obama.

Última actualização às 15h33