"O FC Porto é um clube muito fechado em si próprio", diz Baía

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Vitor Baía Nélson Garrido (arquivo)

“Se aquilo que consegui no FC Porto fosse no Benfica ou no Sporting acredito que teria outra repercussão, outra dimensão. Vejo, e muito bem, o Benfica a homenagear os seus campeões da Europa quase 50 anos depois com uma vitalidade e de uma forma muito positiva”, disse o ex-guarda-redes portista numa visita à escola EB 2.3 Nicolau Nasoni.

Baía foi ainda mais longe. O clube dos "dragões", afirma, "não valoriza tanto como devia os antigos jogadores, aqueles que tanto lhe deram".

“O FC Porto tem uma estratégia muito fechada, muito para dentro, e isso também não ajuda. O nosso clube não faz tudo que está ao seu alcance para potenciar a imagem dos seus jogadores actuais e dos que deram muito ao clube”, criticou.

Miguel, aluno do oitavo ano, teve direito à última pergunta, a que o “prof Baía” respondeu muito sinteticamente: “Espera voltar ao FC Porto?”, questionou o jovem.

A resposta teve a duração de quatro exactos segundos: “Espero ser ainda muito útil ao FC Porto”, disse Vítor Baia, que é o futebolista português com mais títulos.

Professor por 60 minutos, Vítor Baia falou da sua vida desportiva e teve oportunidade de dar bons conselhos a mais de meia centena de alunos da Nicolau Nazoni. Dos ex-companheiros falou do seu sucessor.

“A melhor época do Helton foi a que coincidiu com o meu último ano de jogador. Tive a oportunidade de lhe passar muitos conhecimentos”, garantiu.

Na qualidade de embaixador da Portugal Telecom para o Desporto Escolar, Vítor Baía divulgou que Artur Jorge, “por ter apostado num jovem de 18 anos para a baliza”, Carlos Alberto Silva, Bobby Robson e Fernando Santos foram os treinadores que mais marcaram a sua carreira profissional.

E Mourinho? “Esse é a cereja no topo do bolo. É o melhor do mundo”, comentou.

Notícia actualizada às 19h33
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